Taxa norte-americana sobre os produtos brasileiros entra em vigor na próxima sexta-feira (1°)
© Vitória Queiroz, da CNN, em Brasília
Porto Velho, RO - A menos de uma semana do tarifaço, o governo brasileiro descarta preocupação com a proximidade do fim do prazo de implementação da taxa norte-americana de 50% sobre as importações brasileiras. A tarifa entra em vigor na próxima sexta-feira (1°).
Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os Estados Unidos devem dar alguma sinalização às autoridades brasileiras até sexta-feira (1°) para iniciar a negociação. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enviou duas cartas aos EUA.
"O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar", disse o ministro da Fazenda.
Nesta terça-feira (29), Haddad voltou a reforçar que o Brasil segue aberto à negociação. O ministro afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin já conversou três vezes com Secretário do Comércio dos Estados Unidos.
Para Haddad, a conversa entre o Brasil e os EUA deve seguir protocolos para que seja digna, evitando sentimento de complexo de "vira-lata" e de subordinação. A equipe econômica preparou um plano de contingência com diferentes cenários para lidar com a implementação da tarifa de 50%.
No pacote de contingência contra o tarifaço dos Estados Unidos, há um cenário que considera um programa de proteção ao trabalhador. Outra medida estudada é a criação de uma linha de crédito para os empresários mais afetados.
Segundo o ministro, as propostas do plano de contingência foram recebidas com “muita tranquilidade” por Lula.
© Vitória Queiroz, da CNN, em Brasília
Porto Velho, RO - A menos de uma semana do tarifaço, o governo brasileiro descarta preocupação com a proximidade do fim do prazo de implementação da taxa norte-americana de 50% sobre as importações brasileiras. A tarifa entra em vigor na próxima sexta-feira (1°).
“Não estou muito fixado na data. Se ficarmos apreensivos com ela, nós podemos inibir que a conversa transcorra com mais liberdade e sinceridade entre os dois países. Nós vamos prosperar nas negociações”, disse.
Na avaliação do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, os Estados Unidos devem dar alguma sinalização às autoridades brasileiras até sexta-feira (1°) para iniciar a negociação. O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já enviou duas cartas aos EUA.
"O Brasil nunca abandonou a mesa de negociação. Eu acredito que, nesta semana, já há algum sinal de interesse em conversar", disse o ministro da Fazenda.
Nesta terça-feira (29), Haddad voltou a reforçar que o Brasil segue aberto à negociação. O ministro afirmou que o vice-presidente Geraldo Alckmin já conversou três vezes com Secretário do Comércio dos Estados Unidos.
Para Haddad, a conversa entre o Brasil e os EUA deve seguir protocolos para que seja digna, evitando sentimento de complexo de "vira-lata" e de subordinação. A equipe econômica preparou um plano de contingência com diferentes cenários para lidar com a implementação da tarifa de 50%.
“É uma coisa que tem que ter um certo protocolo. A gente tem que entender que o Brasil é grande. Não é arrogância. É uma questão protocolar para que o país se coloque dignamente à mesa. Dialogue como parceiro centenário. É papel dos ministros azeitar os canais para que a conversa, quando ocorrer, seja a mais dignificante possível”, disse.
No pacote de contingência contra o tarifaço dos Estados Unidos, há um cenário que considera um programa de proteção ao trabalhador. Outra medida estudada é a criação de uma linha de crédito para os empresários mais afetados.
Segundo o ministro, as propostas do plano de contingência foram recebidas com “muita tranquilidade” por Lula.
“O presidente manifestou muita tranquilidade em relação ao plano de contingência. São vários cenários apresentados. Ele [Lula] falou que não vai se fixar em data porque temos uma relação histórica com os EUA”, disse Haddad.
Fonte: CNN Brasil
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Economia