Rondônia, 31 de março de 2026
Com expectativa de tarifaço, Gleisi diz que “soberania não se negocia”

Com expectativa de tarifaço, Gleisi diz que “soberania não se negocia”

Ministra voltou a dizer que o Brasil não vai aceitar ingerência externa, mas disse que Lula continua tentando diálogo com Trump

Porto Velho, RO - A ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), Gleisi Hoffman, reforçou, nesta terça-feira (29/7), que a soberania nacional “não se negocia”, em meio às tratativas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para contornar o tarifaço que pode ser imposto ao Brasil por Donald Trump.

Gleisi disse, na abertura 9ª Mesa Redonda Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS) e do Comitê Econômico e Social Europeu (CESE), que o governo de Donald Trump “ameaça” o Brasil com tarifas “que não se justificam sob qualquer argumento objetivo” e que são “verdadeiras sanções com motivação política explícita e igualmente injustificável”.

Em carta enviada a Lula em 9 de julho, Trump criticou o “tratamento” dado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que é réu por suposta tentativa de golpe de Estado. O norte-americano chamou o processo de “caça-às-bruxas” que “deve parar imediatamente”. Também criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) em processos contra as big techs.

“O governo do presidente Lula segue buscando persistentemente o diálogo no campo comercial e já expressou seu repúdio às sanções agressivas contra autoridades constituídas de nosso país. Os crimes contra a democracia cometidos no Brasil serão processados e julgados conforme nossa Constituição, que garante o devido processo legal no estado democrático de direito”, disse Gleisi.


Prazo perto do fim

O governo Lula tem 3 dias para agir até as tarifas de 50% sobre produtos brasileiros começarem a valer. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) encabeça as tratativas, focadas no diálogo, enquanto uma comitiva de senadores está em Washington tentando conscientizar o empresariado das implicações e tentando o adiamento das tarifas.

Em caso de negativa, o governo já preparou um programa de contingenciamento para socorrer os setores mais afetados.

Fonte: Metrópoles

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