Rondônia, 31 de março de 2026
Supremo inicia nesta segunda (10) debate sobre uso de software espiões em celulares

Supremo inicia nesta segunda (10) debate sobre uso de software espiões em celulares

PGR questionou a Corte sobre a falta de regulamentação pelo Congresso

Porto Velho, RO - O Supremo Tribunal Federal (STF) inicia, nesta segunda-feira (10), um debate sobre monitoramento secreto de celulares por serviços de inteligência.

Serão dois dias seguidos de audiências públicas, convocadas pelo ministro Cristiano Zanin. Ele é relator de uma ação em que a Procuradoria-Geral da República (PGR) questionou a falta de regulamentação para a utilização desses instrumentos. O debate acontece em razão da ação.

A ação da PGR foi movida em dezembro de 2023. No final de outubro, a Polícia Federal (PF) deflagrou operação para investigar o suposto uso ilegal de um sistema de espionagem por integrantes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Segundo a investigação, o grupo usava sistema de geolocalização para monitorar localização de alvos.

No processo, a PGR afirmou que novas ferramentas tecnológicas estão sendo usadas por serviços de inteligência para vigilância remota e invasiva de dispositivos móveis, sob o pretexto de combate ao terrorismo e ao crime organizado. Por isso, ela quer que o Congresso “delibere e conclua o processo legislativo” sobre “programas de intrusão virtual remota”.

Segundo o ministro relator, a questão trazida “apresenta relevância jurídica e social e envolve valiosos interesses, uma vez que aborda matéria relativa à harmonização de importantes princípios constitucionalmente qualificados”.

No primeiro dia, vão participar, além de Zanin, a subprocuradora-geral da República, Elizeta Maria de Paiva Ramos, representantes da OAB, do Tribunal de Contas da União e especialistas na área acadêmica e membros da iniciativa privada. Na terça (11), estão previstas as presenças de membros do Ministério da Justiça, da Polícia Federal, da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), do Exército, da Aeronáutica e da Marinha.

A CNN tenta contato com a Abin e representantes de Bolsonaro para comentar a respeito das investigações sobre espionagem.

Fonte: CNN Brasil

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