Rondônia, 31 de março de 2026
Xi Jinping discutirá guerra na Ucrânia em última parada na Europa

Xi Jinping discutirá guerra na Ucrânia em última parada na Europa

Presidente chinês está na Hungria, onde se encontrará com o premiê Viktor Orbán

Porto Velho, RO - 
Soldados húngaros a cavalo se juntaram ao presidente Tamás Sulyok nesta quinta-feira (9) para dar as boas-vindas ao líder chinês Xi Jinping no Castelo de Buda, em Budapeste, na terceira e última parada da primeira viagem à Europa de Xi em cinco anos.

A Hungria, sob o comando do primeiro-ministro nacionalista Viktor Orbán, tem se tornado um importante parceiro comercial e de investimentos da China, em contraste com outros países da União Europeia que estão considerando reduzir sua dependência em relação à segunda maior economia do mundo.

Xi chegou a Budapeste na quarta-feira (8), após visitar a França e a Sérvia. Em Paris, o presidente francês Emmanuel Macron e a chefe da Comissão da UE, Ursula von der Leyen, o pressionaram a garantir um comércio mais equilibrado com a Europa e usar sua influência sobre a Rússia para acabar com a guerra na Ucrânia.

Xi “tem desenvolvido amizades profundas” com políticos húngaros e a Hungria é “o alvo número um na região do centro-leste europeu para investimentos chineses”, escreveu Xi no jornal húngaro Magyar Nemzet na quarta-feira.

Xi encontrará Orbán ainda nesta quinta-feira, com a guerra na Ucrânia e projetos de infraestrutura no topo da agenda.

A Hungria e a China, que comemoram seu 75º ano de relações diplomáticas, também devem assinar de 16 a 18 novos acordos de cooperação, um dos quais pode ser um projeto de infraestrutura de grande escala dentro do enorme projeto chinês da Nova Rota da Seda, disse o ministro das Relações Exteriores húngaro, Peter Szijjártó, nesta semana.

Veículos de imprensa informaram que Xi e Orbán podem viajar para a cidade de Pecs, no sul do país, para anunciar que a chinesa Great Wall Motor construirá uma fábrica e produzirá veículos elétricos no local.

Szijjártó negou que os dois líderes viajariam para Pecs em uma declaração na segunda-feira (6), mas disse que “havia negociações em andamento com grandes empresas chinesas sobre novos investimentos”. O governo não respondeu a um pedido de comentário sobre as reportagens da imprensa.

Orbán começou a aproximar seu país de Pequim depois que chegou ao poder em 2010. As relações políticas calorosas se transformaram em investimentos cerca de uma década depois, quando os fabricantes de baterias e veículos elétricos começaram a levar sua produção para a Hungria.

Fonte: CNN Brasil

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