Irã condena ataque de Israel contra embaixada na Síria e diz que ação 'não ficará sem resposta'

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Irã condena ataque de Israel contra embaixada na Síria e diz que ação 'não ficará sem resposta'

Ebrahim Raisi, presidente do Irã, prometeu retaliar bombardeio israelense após grandes protestos se espalharem pelas cidades iranianas pedindo uma ação enérgica

Porto Velho, RO - O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, afirmou, nesta terça-feira, que os ataques aéreos de Israel contra a embaixada do país em na Síria "não ficarão sem resposta". Ao menos sete militares iranianos morreram na ação, incluindo o general Mohammad Reza Zahedi, comandante das Forças Quds, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior.

O ataque israelense foi direcionado a uma parte do complexo da Embaixada do Irã em Damasco. Três generais da Força Quds e quatro outros funcionários morreram, tornando-o um dos ataques mais mortíferos da guerra paralela entre Israel e o Irã.

Raisi disse que foi um "ataque desumano, agressivo e desprezível" e também uma "violação descarada do direito internacional", em comentários à agência iraniana Tasnim. Ele acrescentou que a questão não ficará sem resposta, mas não deu detalhes sobre como o Irã poderá responder, acrescentando que "dia após dia, testemunhamos o fortalecimento da frente de resistência e o desgosto e o ódio das nações livres contra a natureza ilegítima (de Israel)". O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, advertiu que “o maldoso regime sionista será punido”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Hossein Amir Abdollahian, disse em uma postagem no X (antigo Twitter) que o Irã convocou o embaixador suíço depois da meia-noite, horário local, e pediu que uma mensagem importante fosse entregue a Washington: que, como aliado de Israel, os “EUA devem responder” pelas ações do país do Oriente Médio. A Suíça atua como representante americano na ausência de relações diplomáticas entre Teerã e Washington.

Bombeiros tentam extinguir focos de incêndio no prédio do Consulado do Irã em Damasco — Foto: LOUAI BESHARA / AFP

O porta-voz da liderança do Parlamento do Irã, Seyyed Nezamoldin Mousavi, disse à imprensa estatal iraniana que "uma resposta apropriada é um pedido nacional do povo do Irã". Apoiadores do governo saíram às ruas pedindo uma ação contra Israel.

Em várias cidades do iranianas, incluindo Teerã, Tabriz e Isfahan, multidões reuniram-se agitando bandeiras palestinas e iranianas e exigindo vingança. De acordo com reportagem do New York Times, eles gritavam “morte a Israel” e “morte à América”.

Manifestantes queimam bandeiras dos EUA em protesto contra ataque israelense à embaixada na Síria — Foto: AFP

O atentado, atribuído a Israel, contra a secção consular da embaixada iraniana em Damasco, deixou onze mortos, sete dos quais eram da Guarda Revolucionária Iraniana. Os ataques incluíram “seis mísseis disparados por caças F-35”, segundo Teerã, e foram os primeiros dirigidos contra um edifício diplomático iraniano na Síria, onde o país apoia o governo do presidente Bashar al-Assad.

O Conselho de Segurança da ONU marcou para terça-feira uma sessão pública sobre o ataque, solicitada pelo representante russo junto do organismo, Dmitri Polianski, citado pela agência noticiosa oficial TASS. O Irã apelou ao Conselho de Segurança para “condenar este ataque terrorista perpetrado pelo regime israelense nos termos mais fortes possíveis”. (NYT e AFP)


Fonte: O GLOBO

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