Rondônia, 31 de março de 2026
Governo cria grupo de trabalho para monitorar preço do petróleo

Governo cria grupo de trabalho para monitorar preço do petróleo


Anúncio de grupo de trabalho foi feito nesta segunda-feira (15/4). Ministro Alexandre Silveira defendeu atenção para resposta a emergências

Porto Velho, RO - Após o ataque do Irã a Israel, no fim de semana, o governo brasileiro anunciou a criação de um grupo de trabalho (GT) para monitorar o preço do petróleo. A informação foi dada nesta segunda-feira (15/4) pelo ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, em entrevista coletiva após reunião do G20.

Silveira foi questionado sobre os impactos do evento no mercado brasileiro e nos mecanismos para proteção nacional. Ele respondeu que os conflitos ainda estão na fase de “ensaio”, mas salientou que é importante estar atento para qualquer emergência “mais vigorosa”.

“É importante que a gente esteja atento. O ministério está debruçado [sobre o assunto], hoje mesmo eu já fiz uma reunião cedo com a Secretaria de Petróleo, Gás e Biocombustíveis a fim de que a gente possa, no grupo que acabei de criar de monitoramento permanente da oscilação do preço do brent [petróleo], estar atento e agindo de pronto com os mecanismos que nós temos e que respeitem a governança do setor privado e, também, da própria Petrobras”, destacou.

Silveira acrescentou que não conversou com a Petrobras sobre o conflito e frisou que qualquer medida tomada vai respeitar a governança da companhia. “Ainda não conversei com a Petrobras. O ministério tem um papel muito distinto do da Petrobras”, explicou.

E completou: “Nosso diálogo é permanente com a Petrobras. Primeiro, nós fizemos essa reunião para poder avaliar a crise internacional, chegamos à conclusão de montar esse grupo de trabalho, mas, durante o dia, com certeza, nossos contatos serão intensos, não só com a Petrobras, mas com as distribuidoras, com os outros membros da cadeia de suprimento, para que a gente esteja preparado para possíveis e maiores escaladas internacionais, que eu espero que não aconteçam”.

Ele ainda reforçou que essa escalada foge à esfera de gestão brasileira, e o que cabe ao ministério é acompanhar de perto para que haja “o mínimo risco” de falta de suprimento.

Distribuição de dividendos

Perguntado sobre a distribuição de dividendos extraordinários aos acionistas da Petrobras, Silveira respondeu: “São coisas completamente distintas. Esse assunto não está na mesa”, ressaltou.

Em março, a companhia decidiu pela não distribuição de dividendos avaliados em R$ 43,9 bilhões, o que acarretou em uma queda de R$ 55,3 bilhões no valor de mercado da estatal. A não distribuição dos recursos passou pelo aval do governo federal.

Na votação do Conselho de Administração sobre o tema, cinco conselheiros indicados pelo governo e representantes dos trabalhadores se manifestaram contra a distribuição dos dividendos. Os quatro prepostos de acionistas minoritários votaram a favor da partilha de 100%.

O presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, balança no cargo e vem sido alvo de fritura por integrantes do próprio governo.

Conflito no Oriente Médio

O conflito no Oriente Médio agravou no último sábado (13/4) após os iranianos atacarem os israelenses com drones e mísseis. O governo iraniano alegou que o ataque seria uma resposta a um ataque aéreo israelense à seção consular da embaixada iraniana em Damasco, capital da Síria, em 1º de abril.

Segundo a imprensa americana, o presidente Joe Biden deixou claro ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em conversa por telefone no fim de semana, que os EUA não apoiariam um contra-ataque.

Até agora, o Brasil só se pronunciou oficialmente sobre os ataques do Irã a Israel por meio de uma nota divulgada pelo Itamaraty no sábado na qual dizia acompanhar o ocorrido com “grave preocupação”.

Ao ataque do Irã se somam a Guerra na Ucrânia e o conflito na Faixa de Gaza.

Fonte: Metrópoles

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