ONU alerta que acesso para ajuda ao norte de Gaza é mínimo

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ONU alerta que acesso para ajuda ao norte de Gaza é mínimo

Apenas 7 das 29 missões organizadas foram concluídas

Porto Velho, RO - A Organização das Nações Unidas alertou hoje (17) que suas missões de ajuda humanitária ao norte de Gaza continuam a ser atrasadas ou bloqueadas por Israel. Apenas sete das 29 missões organizadas desde o início do ano foram concluídas.

A situação ocorre enquanto a faixa palestina está sem telecomunicações há quatro dias consecutivas.

O relatório diário do gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários diz que o percentual de missões concluídas, 24%, contrasta com os números de outubro a dezembro, quando 86% das missões planejadas ao norte de Gaza puderam ser realizadas apesar das hostilidades.

O mesmo relatório mostra que os serviços de internet e telefone não funcionam em Gaza há quatro dias, o que priva a população da faixa do acesso vital à informação e também dificulta a resposta humanitária.

De acordo com a Agência das Nações Unidas para os Refugiados Palestinos(UNRWA), 150 dos seus funcionários morreram nos mais de 100 dias de hostilidades, o maior número de vítimas sofridas por uma organização da ONU desde a sua fundação em 1945.

Quase 1,4 milhão dos 1,9 milhão de palestinos deslocados dentro de Gaza estão alojados em instalações da UNRWA, especialmente em Rafah, onde mais de 1 milhão de pessoas vivem em abrigos devido à fuga de moradores das localidades de Khan Yunis e Deir al Balah.

O conflito entre Israel e o Hamas foi desencadeado pelo ataque do movimento islâmico palestino em território israelense em 7 de outubro de 2023.

Nesse dia, cerca de 1.140 pessoas foram mortas, em sua maioria civis, mas também perto de 400 militares, segundo os últimos números oficiais israelenses.

Cerca de 240 civis e militares foram sequestrados e mais de 100 permanecem na Faixa de Gaza.

Em retaliação, os bombardeios israelenses na Faixa de Gaza já mataram mais de 24 mil pessoas - a maioria mulheres, crianças e adolescentes - e fizeram mais de 60 mil feridos, majoritariamente civis, segundo as autoridades do enclave palestino.

Fonte: Agência Brasil

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