Turista brasileiro morre esmagado em caverna na Patagônia argentina


Ele foi atingido por um bloco de gelo

Porto Velho, RO - Um turista brasileiro de 40 anos morreu nos arredores da cidade de Ushuaia, na região do extremo sul da Argentina, após ser atingido por um bloco de gelo que se soltou do teto de uma caverna cujo acesso era proibido, disseram autoridades nesta quinta-feira (3).

O acidente ocorreu na tarde de quarta-feira na "Caverna do Jimbo", uma formação localizada em uma área de geleiras dentro do Parque Nacional Tierra del Fuego, nos arredores de Ushuaia, cidade turística conhecida como a mais austral do mundo, a cerca de 3.070 quilômetros de Buenos Aires.

O desprendimento do gelo foi registrado pela câmera de um dos sete turistas que se aproximaram da caverna, onde são vistas imagens chocantes do momento em que um pedaço de gelo se quebra e cai sobre o homem.

"No momento da excursão, o homem de 40 anos não tinha passaporte nem documento de identidade. Ele estava viajando sozinho, pelo que contaram os outros turistas que passavam pela área", disse à Reuters por telefone o primeiro sargento Cristian Armani, do Escritório de Informações Institucionais da Polícia da província de Tierra del Fuego.

Armani disse que na tarde de quarta-feira eles receberam uma ligação de outro turista alertando sobre o acidente e que uma equipe de resgate agiu imediatamente, encontrou o homem morto e o removeu do local.

O homem, que ainda não pôde ser identificado, viajava sozinho em um motorhome com seu cachorro e não tinha parentesco com o grupo de turistas que decidiu fazer a trilha, que tem placas que proíbem a entrada no local devido ao perigo.

"A Caverna do Jimbo fica ao pé da geleira, é formada naturalmente, erodida pelo derretimento do gelo e do vento, com uma mistura de gelo e rocha, e devido às diferentes temperaturas tem degelos naturais. Ela tem entrada proibida porque pode haver desabamento de gelo e rocha do teto", acrescentou.

As autoridades locais estão realizando uma autópsia no corpo e trabalhando com autoridades brasileiras para identificar o morto e localizar seus parentes.

Fonte: Agência Brasil


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