“Fronteira” será julgado por feminicídio, estupro, e ocultação de cadáver de menor em Ouro Preto d´Oeste


Maníaco era amigo da mãe da vítima e afirmou aos policiais que "estava com vontade de matar"

Porto Velho, RO - O Juízo da 1ª. Vara da Comarca de Ouro Preto D´Oeste denunciou para o tribunal do júri e vai levar a julgamento (em data a ser definida pelo juiz do caso), o assistente social, Ronaldo dos Santos Lira, vulgo “Fronteira”, de 36 anos, acusado do bárbaro assassinato da menor Laryssa Victória Pereira Rossato, de 17 anos.

O crime aconteceu na madrugada do dia 19 e 20 de março desse ano (sábado para domingo) na residência do acusado, localizada na Rua José Jaime Oliveira Pinheiro, nº 206, Bairro Residencial Colina Parque, em Ouro Preto D´Oeste. A vítima foi morta com mais de 30 facadas, estuprada e o corpo ocultado pelo acusado.

“Fronteira” sentará no banco dos réus pelos crimes de feminicídio, estupro, ocultação de cadáver e fraude processual. Também responderá pelo crime de armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo criança e adolescente, em um outro processo (que não guarda relação alguma com o crime contra Laryssa).

Segundo a Polícia, a menor saiu de casa na sexta-feira (dia anterior ao crime) e foi dada como desaparecida em queixa feita na delegacia por familiares. Ela foi vista pela última vez justamente ao lado do acusado, na Praça da Liberdade. A polícia agiu rápido e prendeu logo o acusado em flagrante.

Um policial foi até a casa de “Fronteira” e pôde observar que o acusado estava lavando o chão do imóvel. A residência não tinha muros e, os policiais fizeram uma pequena varredura no quintal da casa e observaram marcas no mato e molas carbonizadas, de algum colchão ou alguma cama fora ali queimado no local.

No local havia também uma churrasqueira improvisada com tijolos e dentro dela pequenos pedaços de tecido também incendiados. A certeza de que algo errado havia acontecido f oi quando os policiais perceberam que, entre a parede da casa do acusado e o muro da residência do vizinho, o solo tinha sido recém-cavado.

Sem demonstrar qualquer nervosismo, ao ser questionado pelos investigadores, “Fronteira” contou que viu a vítima pela última vez, na Rua José Wensing, a última antes da entrada do Bairro Colina Park; e que havia queimado um colchão, por ser velho, e que o seu pai tinha mexido na terra. “Fronteira” usava luvas de malhação e estava com os pés sujos de barro e com arranhões pelo corpo.

Rapidamente, os policiais saíram do local e, através de câmeras de segurança do local, encontraram imagens da vítima sendo carregada pelo acusado Ronaldo pela Avenida Capitão Sílvio Gonçalves de Farias, já dentro do referido bairro. Os policiais conseguiram autorização para escavar o local e encontraram o corpo da menor. “Fronteira” foi preso em flagrante na casa dos pais.

Segundo relatos da Polícia, a vítima estava nua, envolta por um pano, coberto de cal, sem odor e enterrado em profundidade máxima de sessenta centímetros, aparentando, ainda, ter sido lavado, já que nele não haviam marcas de sangue, com o pescoço todo furado e cortes nas mãos. Aos policiais, ele contou que estava com vontade de matar, de modo que a vítima poderia ser qualquer pessoa e não especificamente Laryssa Victória.

Os dois não mantinham relacionamento. O acusado era amigo da mãe da vítima e se aproveitou dessa amizade para ganhar a confiança da vítima e atraí-la para a morte.

Fonte: Redação

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