Rússia segue com plano de anexação apesar de recuos na Ucrânia

Com anexação, país intensifica guerra de sete meses

Porto Velho, RO -
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, pode finalizar seu plano de anexar quatro regiões ucranianas ainda nesta terça-feira (4), mesmo quando suas forças estão sendo empurradas para trás pela Ucrânia em duas frentes de batalha separadas, reduzindo a quantidade de território ocupado que ele controla.

A Rússia, que intensificou a guerra de sete meses com a medida de anexação, uma mobilização e alertas sobre o uso de armas nucleares, parece estar com pressa para concluir um processo que a Ucrânia e o Ocidente dizem ser ilegal e não será reconhecido.

A câmara alta do Parlamento russo votou hoje pela aprovação da incorporação das quatro regiões, que juntas representam cerca de 18% da Ucrânia. O Kremlin disse que a assinatura de Putin, a etapa final do processo, provavelmente ocorrerá no fim do dia.

Em Bruxelas, a União Europeia convocou o enviado da Rússia ao bloco para rejeitar a "anexação ilegal" de Moscou e pedir a retirar incondicional das tropas de todo o território da Ucrânia.

A Rússia não controla completamente nenhuma das quatro regiões que diz anexar - Donetsk, Luhansk, Zaporizhzhia e Kherson -, e o Kremlin diz que ainda precisa determinar as fronteiras finais do território anexado.

As forças russas nas regiões de Donetsk (Leste) e Kherson (Sul) foram forçadas a recuar nos últimos dias e parecem estar em dificuldades para deter um Exército ucraniano bem equipado.

Moscou espera que uma "mobilização parcial", anunciada há duas semanas, possa ajudar a virar a maré.

O ministro da Defesa, Sergei Shoigu, disse hoje, segundo a agência de notícias RIA, que Moscou até agora convocou mais de 200 mil reservistas de um total de 300 mil planejados.

No entanto, muitos russos fugiram do país para não lutar na Ucrânia. Advogados dizem que estão trabalhando duro para oferecer instruções a homens que querem evitar ser convocados. Alguns russos estão fazendo viagens de milhares de quilômetros de carro, trem e avião para escapar.


Fonte: Agência Brasil

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