Fátima Cleide firma compromisso com o MAB e reforça mandato popular




A candidata a deputada federal da Frente Democrática de Rondônia, Fátima Cleide (PT), assinou Carta de Compromisso em Defesa da Amazônia e dos Direitos dos Atingidos por Barragens, se comprometendo com as principais pautas apresentadas pelo movimento popular, de valorização da floresta em pé, produção sustentável de alimentos e energia, a defesa da democracia e participação popular.

O compromisso firmado com os ativistas ocorreu em Encontro Estadual do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), realizado em Porto Velho. Daniel Pereira, candidato a Governador, e Cleo Simão, candidata a deputada estadual, também assinaram o documento fortalecendo os compromissos.

Os representantes das diversas comunidades e assentamentos de atingidos apresentaram as necessidades e especificidades de cada local. Entre as principais demandas estão o acesso à saúde, educação e geração de emprego e renda.

Outra preocupação do movimento é o aumento da criminalidade, com implantação de uma usina binacional na fronteira com a Bolívia, uma vez que estudos feitos até o momento não foram sequer apresentados à gestão municipal de Guajará-Mirim e podem afetar, ainda, a área de saúde com o inchaço populacional gerado pelas obras, como relatou Sheila Nobre, liderança representante da região. “Não estão dando o valor que nossa comunidade merece. O distrito de Iata, por exemplo, pode desaparecer”, relatou.

Representante do reassentamento Santa Rita, Artur Duarte também falou sobre suas preocupações com a obra. “Nós tínhamos médicos pelo Programa Mais Médicos, mas acabou. Hoje, nós temos apenas uma médica cedida para atender às quartas-feiras, mas só atende quatro pacientes a cada vez. Nossa comunidade é formada em sua maioria por pessoas com mais de 60 anos, e agendar uma consulta oftalmológica demora dois anos”, informou.

Atenta às demandas das comunidades, Fátima Cleide reforçou seu compromisso de defender um projeto político de inclusão social, em um mandato no qual os movimentos sejam parte da construção de um Brasil mais justo.

“O que a gente quer é trazer o povo para o Orçamento da União, para que possamos ajudar os governadores e prefeitos a fazerem o que precisa ser feito. E queremos os movimentos sociais junto com a gente, sugerindo, orientando e, principalmente, criticando e cobrando”, disse a candidata.

Alinhados às propostas do Plano de Governo do Presidente Lula, os candidatos da Frente Democrática de Rondônia se comprometeram com a criação de soluções para geração de emprego e renda para possibilitar ao povo brasileiro o acesso à alimentação, saúde e educação de qualidade.

“A gente precisa de emprego de qualidade, com carteira assinada e direito a férias, não de bico. Só que não dá para o governador fazer isso sozinho. Para fazer no Estado, é preciso que a gente tenha uma Política Nacional comprometida com estes ideais, elegendo Lula para a Presidência e aos candidatos da Frente Democrática, para que a gente possa dar um salto de qualidade na vida do povo”, explica Fátima, sobre a importância dos cargos para Governo, Câmara Estadual e Câmara dos Deputados.

Dia da Amazônia

Ao final do encontro, Fátima Cleide agradeceu ao MAB pelo convite e parabenizou o movimento pela realização do evento, na semana em que se comemora o Dia da Amazônia.

Para ela, denunciar o que está acontecendo com a Amazônia é a melhor forma de celebrá-la. “É, também, anunciar que há uma outra forma de viver. A do bem-viver amazônico, que deve ser conhecido por todas as pessoas que desejam representar os povos da Amazônia, porque são muito os povos daqui: urbanos, rurais, ribeirinhos, extrativistas, originários, quilombolas e tantas outras categorias de trabalhadores, que são desconhecidos e desconsiderados pelas políticas públicas. Se eles não têm visibilidade, suas demandas e necessidades não são respeitadas”, finalizou.

Comprometida com a defesa do lugar onde nasceu e vive, Fátima Cleide assinou a carta e reforçou seu compromisso com a luta popular, sobretudo, pela conservação da Amazônia e defesa das comunidades locais.



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