Ex-presidente de Myanmar é condenada a mais três anos de prisão

Aung San Suu Kyi enfrenta agora pena total de 23 anos

Porto Velho, RO
- A ex-governante de Myanmar Aung San Suu Kyi teve hoje (29) a pena acumulada de 20 anos de prisão agravada com mais três. Os crimes que lhe são atribuídos correspondem a violações da Lei do Segredo de Estado. A condenação de três anos abrange também um antigo assessor de Suu Kyi para as questões econômicas, o australiano Sean Turnell.

Esta é a mais recente de uma série de sentenças. Com 77 anos, a ex-governante destituída pela junta militar já tinha sido condenada por crimes relacionados com fraude e corrupção. Enfrenta agora pena total de prisão de 23 anos.

Além da condenação de Suu Kyi, Nobel da Paz em 2021, o mesmo tribunal militar sentenciou com a mesma pena o seu conselheiro Sean Turnell, economista australiano da Universidade Macquarie, em Sydney.

Ambos se declararam inocentes das acusações de violar a Lei do Segredo de Estado, crime para o qual está prevista sentença máxima de 14 anos.

De acordo com osveículos de comunicação estatais, Turnell tinha documentos com informações secretas do Estado e teria tentado sair do país.

"Três anos cada, sem trabalho forçado", disse à Reuters fonte familiarizada com o processo.

O economista foi detido poucos dias depois do último golpe militar e está preso há quase dois anos. Turnell também foi acusado de crimes associados à imigração, aos quais ainda podem ser somados mais cinco anos de prisão. Suu Kyi, Turnell e outros membros da equipe de governo estão entre milhares de pessoas presas desde que os militares derrubaram o governo eleito num golpe, no início de 2021.

A Austrália já pediu a libertação de Turnell. "O governo australiano rejeitou consistentemente as acusações contra o professor Turnell, rejeita a decisão judicial de hoje e pede sua libertação imediata", reagiu, em comunicado, a ministra australiana das Relações Exteriores, Penny Wong.

Vicky Bowman, ex-embaixadora do Reino Unido em Myanmar, que serviu como principal diplomata de Londres na antiga Birmânia, entre 2002 e 2006, e o marido foram também acusados de crimes de imigração. Foram detidos, no mês passado, e enviados para a prisão de Insein, em Yangon.

Desde que a junta militar voltou a tomar o poder em Myanmar, as liberdades e direitos no país deterioraram-se. A repressão se alastrou, principalmente nos julgamentos a porta fechada, alertam as organizações de Direitos Humanos e observadores.


Fonte: Agência Brasil

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