Relógio inteligente Huawei GT3 chega ao Brasil por até R$ 2,2 mil; veja impressões


Huawei GT3 chega ao Brasil em dois tamanhos e opções de caixa preta, dourada e prata

A Huawei anuncia nesta segunda-feira, 7, o lançamento no Brasil do relógio inteligente Huawei GT3. Com dois modelos disponíveis — incluindo uma edição voltada para performance de corridas, o GT Runner —, o dispositivo vai para as lojas com preços entre R$ 1,8 mil a R$ 2,2 mil.

Na linha ‘pura’ do dispositivo, é o terceiro lançamento da Huawei na família GT no Brasil, que trouxe o GT2 em janeiro de 2020 — o último lançamento, porém, foi o Huawei GT2 Pro, que chegou ao Brasil no início de 2021. Os modelos disponíveis por aqui são o de 42 mm e o de 46mm, com sistema operacional HarmonyOS, criado pela Huawei em alternativa ao Android, do Google, que deixou de ser utilizado pela empresa em seus celulares e relógios após um bloqueio da empresa americana.

Em uma evolução de antecessores, o GT3 possui alguns recursos que permitem que o relógio seja mais interativo com os seus usuários. Os novos modelos, por exemplo, são equipados com um pequeno alto falante, que ‘conversa’ com você na hora dos exercícios, indicando o tempo de atividade e o início e término do esporte.

Na mesma linha, as duas versões lançadas no Brasil também receberam a adição de um microfone, para pequenas funções no aparelho, como receber e atender ligações diretamente no dispositivo. O relógio também possui uma assistente de voz, mas é necessário baixar o app na loja disponibilizada pela Huawei.

Apesar disso, o aparelho promete ser um aliado na hora de praticar esportes. Segundo a empresa, são mais de 100 modos de treinos, sendo 18 deles modalidades profissionais — o interesse em construir um dispositivo para ajudar na hora da corrida trouxe para o Brasil o GT Runner, uma das versões disponíveis do GT3, e que conta com diferentes sensores para auxiliar o monitoramento de localização, saúde e condições climáticas.

A tela, de Amoled, chega ao GT3 46 mm com 1,43 polegada, enquanto o modelo menor tem 1,32 polegada. O aumento na resolução, em relação ao seu antecessor, também pode ser vista na hora de interagir com o touch screen — a resposta é mais rápida e o visual mais agradável.

A bateria é outra característica em que a Huawei promete mais do que seus concorrentes no setor: na versão de 46 mm, ela pode durar até 14 dias sem chegar perto da tomada, mesmo com funções de monitoramento habilitadas, segundo a empresa. No modelo de 42 mm, esse tempo é reduzido para 7 dias.


Versão de 42 mm com pulseira de couro bege é uma das apostas da Huawei para um relógio esportivo e elegante

Padronização

Um dos desafios enfrentados pelos relógios inteligentes da empresa é a padronização da experiência do usuário em diferentes sistemas operacionais. Na versão anterior, por exemplo, algumas funcionalidades, como o monitoramento do nível de estresse, só chegou para o iOS, da Apple, meses depois de ser habilitada para celulares Android, do Google.

De acordo com Daniel Dias, gerente sênior do ecossistema Brasil na Huawei, a dificuldade é resultado das diferentes plataformas em que o sistema do relógio precisa funcionar. “É difícil padronizar porque são dois sistemas diferentes (iOS e Android) que impactam os apps de formas diferentes. Difícil dizer quando a gente consegue fazer essa padronização total”, afirma Dias ao Estadão.

O impacto dessa padronização ainda pode ser vista no novo Huawei GT3, mas não chega a atrapalhar de forma efetiva — alguns problemas de conexão via Bluetooth e a dificuldade em encontrar a loja de aplicativos, por exemplo, podem ser identificados no conjunto de relógio e app (Huawei Health).

Ainda assim, o Huawei GT3 é um relógio elegante e que salta do nível de comparação com as ‘bands’ da empresa por trazer sistemas que não estão presentes em outros concorrentes. A função de oxímetro, por exemplo, presente desde o GT2, só apareceu nos dispositivos da Apple com o lançamento do Apple Watch 6, no final de 2020. O monitoramento de sono também oferece mais informações, como os estágios, mesmo sem um aplicativo terceiro de suporte.

Sem opções de pulseiras avulsas, os modelos têm preços variados de acordo com o material do suporte. A versão de 46 mm com pulseira de borracha preta — chamada Active —, por exemplo, sai por R$ 1,9 mil. Já versões mais sofisticadas, como a pulseira de couro marrom, chegam por R$ 2 mil. Apesar de também ser um relógio de 46 mm, a versão GT Runner será vendida em campanha diferenciada, por R$ 2,2 mil. As opções de estrutura são preta ou dourada.

O modelo menor, de 42 mm, também chega com opções diferentes, mas preços padronizados. Com opções de pulseira preta (com estrutura preta), de metal dourado e de couro bege (ambas com estrutura dourada), o valor é de R$ 1,8 mil.

Fonte: Por Bruna Arimathea - O Estado de S. Paulo

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