Helicóptero do Ibama usado em fiscalizações ambientais é incendiado em aeroclube

Um helicóptero do Ibama que estava estacionado em um aeroclube em Manaus (AM) foi incendiado na madrugada desta segunda-feira, 24 Foto: PM / AM

Porto Velho, RO - Um helicóptero do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) usado para apoiar fiscalizações ambientais foi incendiado na madrugada desta segunda-feira, 24, quando estava estacionado no Aeroclube de Manaus, no Amazonas. As informações preliminares dão conta de que ao menos dois homens entraram no local e atearam fogo na aeronave, que foi quase toda consumida pelas chamas.

Houve tentativa de incendiar um segundo helicóptero, o que acabou não ocorrendo e o equipamento foi parcialmente danificado. O fogo foi debelado pelo Corpo de Bombeiros, acionado na madrugada, logo após o ato criminoso.

O Ibama e o Ministério do Meio Ambiente ainda não se pronunciaram. A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas não se manifestou sobre o atentado.

Na superintendência do Ibama no Amazonas, o clima é de indignação entre os servidores, devido à fragilidade da segurança no hangar. Não houve registro de violência contra os servidores do Ibama.

Uma das hipóteses é que o ato criminoso possa ser um gesto de vingança decorrente das operações que o Ibama e a Polícia Federal realizaram em novembro do ano passado ao longo do Rio Madeira, no Estado do Amazonas, com a destruição de centenas de balsas de garimpo ilegal.

A base aérea fica localizada dentro do aeroclube e é vinculada à Secretaria de Segurança Pública. As aeronaves estavam dentro do hangar até dia 20 de janeiro e foram retiradas do espaço para inspeção, para que fossem utilizadas nas próximas fiscalizações. As duas aeronaves, que são alugadas pelo Ibama, são de propriedade da empresa Helisul.

O Ibama informou que, assim que tomou conhecimento do fato, na manhã desta segunda-feira, enviou uma equipe ao local para verificar a situação, onde foi constatado a tentativa de incêndio em duas aeronaves, acionando imediatamente a Polícia Federal.

Fonte: André Borges, O Estado de S. Paulo

Postar um comentário

0 Comentários

Close Menu