Rondônia, 24 de maio de 2026
Projetos que beneficiam empresas de Rondônia estão sob análise do Congresso Nacional

Projetos que beneficiam empresas de Rondônia estão sob análise do Congresso Nacional


Senador Valdir Raupp (MDB-RO)

As empresas instaladas no Norte do país – importantes para o desenvolvimento da região – tiveram que passar por momentos delicados durante a crise econômica vivida pelo Brasil. Para enfrentar as dificuldades, algumas dessas companhias fizeram empréstimos junto às instituições financeiras federais de caráter regional, como o Banco da Amazônia, por exemplo. O problema é que essas empresas não tiveram a recuperação financeira esperada e agora estão com dificuldades para quitar esses débitos.

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Esses financiamentos, normalmente, são concedidos por meio dos Fundos Constitucionais – prática regulamentada pelo governo federal. Entre eles estão o FCO, que atende os estados do Centro-Oeste; o FNE, para os estados do Nordeste e o FNO, para financiar empréstimos às empresas do Norte.

Preocupados com a situação, representantes empresariais não viam outra solução a não ser pedir uma repactuação desses débitos. Atendendo à solicitação, uma Medida Provisória sobre o assunto foi elaborada e, atualmente, o Congresso Nacional discute a possibilidade de alterar o cálculo das taxas de juros desses fundos por meio dessa MP. O objetivo é reduzir as desigualdades entre regiões com realidades econômicas distintas.

Um dos defensores da negociação das dívidas adquiridas pelas companhias é o senador Valdir Raupp (MDB-RO), que representa um dos estados que pode ser beneficiado com a medida. Para o Congressista, essa e outras medidas relacionadas à renegociação de dívidas são essenciais para manter a economia do país em alta.

“Eu acho importante qualquer projeto que possa melhorar o cenário de liberação de recurso, até de pagamento daqueles que devem. No momento em que o Brasil começa a crescer na sua economia, nós temos que destravar esses gargalos para que o Brasil possa crescer em um ritmo mais acelerado e mais consistente também”, afirmou o senador.

Entre outros pontos, a matéria prevê que os encargos sejam baseados no cálculo da Taxa de Longo Prazo (TLP), que é composto pela variação do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) e por outra taxa de juros real prefixada a cada mês.

Outro projeto tramita nas mãos do Legislativo federal e segue a mesma ideia de facilitar o pagamento de débitos por empresas que fizeram adesão aos Fundos. Trata-se do Projeto de Lei 5992/2016, de autoria do deputado Jorge Côrte Real (PTB-PE).

O texto do PL sugere a renegociação de dívidas de empresas junto aos fundos FNO, FNE e FCO. A proposta abrange os débitos de contratos celebrados entre 28 de setembro de 1989 até a transformação da proposta em lei. Para Jorge Côrte Real, o projeto vai garantir estabilidade às empresas e contribuir para a geração de empregos.

“As empresas que investiram com os recursos dos fundos constitucionais tiveram o seu desempenho prejudicado face à mudança da economia em função dos planos econômicos que vieram nesse tempo. Então, esse projeto visa voltar o equilíbrio econômico financeiro desses financiamentos fazendo com que os empresários tenham condições de continuar e condições de voltar a produzir gerando emprego e renda”, afirma o congressista.

O prazo para pagamento desses débitos poderá ser de até 12 anos, com desconto que pode chegar a 50% do saldo. Atualmente o PL está sob análise na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) e aguarda parecer do relator.

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