Rondônia, 24 de maio de 2026
Turquia mantém nove estudantes presos por criticar operação em Afrin

Turquia mantém nove estudantes presos por criticar operação em Afrin

Turquia mantém nove estudantes presos por criticar operação em Afrin
Istambul – Um tribunal de Istambul decretou nesta quarta-feira prisão preventiva para nove dos 16 estudantes detidos em várias operações policiais nas duas últimas semanas por protestar contra a ofensiva militar turca no enclave curdo-sírio de Afrin.
O juiz ordenou a prisão preventiva por “fazer propaganda de organizações terroristas”, enquanto deixou em liberdade sob controle judicial outros seis estudantes, aponta o jornal “Hürriyet” em sua versão eletrônica.
Os estudantes foram detidos por se manifestar contra a operação militar turca em Afrin, que combatia a milícia curdo-síria Unidades de Proteção Popular (YPG), grupo que Ancara considera “organização terrorista”.
Os protestos começaram quando um grupo de estudantes da Universidade de Bogazici em Istambul, que apoiava a operação militar, repartiu doces para homenagear os soldados mortos.
Outros jovens da mesma universidade protestaram por este gesto, aos gritos de “a invasão e o massacre não podem ser comemorados com doces turcos”, e convocaram manifestações no campus contra a guerra em Afrin.
Após este fato, as forças de segurança turcas fizeram várias operações policiais policiais entre 19 de março e 2 de abril para deter os estudantes.
Em 24 de março, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, acusou os jovens de serem “terroristas” e “traidores”.
“Esses jovens são terroristas comunistas e traidores. Não lhes outorgaremos o direito à educação universitária”, advertiu o governante.
Desde que a Turquia lançou a operação militar em Afrin em 20 de janeiro, a polícia deteve mais de 800 pessoas por criticar a ofensiva militar.

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