Rondônia, 31 de março de 2026
Professores em greve ocupam prédio da Seduc em Porto Velho

Professores em greve ocupam prédio da Seduc em Porto Velho

Professores em greve ocupam prédio da Seduc em Porto Velho
Professores grevistas ocuparam o prédio da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), no Centro Político e Administrativo (CPA) em Porto Velho, na manhã desta sexta-feira (23). Os manifestantes permanecem no local e pedem negociação com o Governo.
Os professores estaduais estão paralisados desde o dia 21 de fevereiro. A Justiça determinou que a greve fosse encerrada, sob pena de uma multa de R$100 mil por dia, mas os professores optaram por continuar com o movimento.
Segundo a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado de Rondônia (Sintero), Lionilda Simão, o ato é um pedido de negociação com o Governo.
"Nós ocupamos o prédio em um ato pacífico. Estamos dentro dessa casa que no nosso entendimento é nossa, e estamos aqui justamente por não avançarmos nas negociações. Estamos há 32 dias em greve, com as atividades paralisadas em 80% em todo o estado. Não é possível que o Governo não tenha comprometimento com a educação no estado, e que não chame o trabalhador para conversar", diz a presidente.
Lionilda Simão, presidente do Sintero (Foto: Hosana Morais/ G1)
A estimativa do Sintero é que mais de 300 pessoas estejam no local. A Polícia Militar (PM) não soube informar a quantidade de manifestantes.
"Decidimos vir hoje para esse prédio que representa a educação no estado e vamos ficar até que algo seja feito pela educação. Só do interior temos hoje uma média de 300 pessoas, e da capital eu não tenho uma estimativa", afirma Lionilda.
Maricélia Moreira conta que é professora no Estado há 21 anos e que decidiu aderir ao movimento grevista para reivindicar melhores condições de trabalho e salários melhores, que segundo ela estão atualmente abaixo do piso.
"Aderi ao movimento por falta de valorização, de compromisso com a educação, desse Governo. Já vai para oito anos de governo e ele nunca sentou para conversar com os trabalhadores da educação. Os salários estão defasados, a gente está ganhando menos que o piso. O nosso salário é de R$ 2.018, sendo que o piso é R$ 2.455. Já foram encaminhadas propostas para esse governo e ele continua negando", reclama Maricélia.
O G1 tentou contato com a Seduc e aguarda posicionamento.

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