Justiça determina medidas para melhorar emissão da Carteira de Identidade Nacional em Rondônia

Justiça determina medidas para melhorar emissão da Carteira de Identidade Nacional em Rondônia

Justiça determina medidas para melhorar emissão da Carteira de Identidade Nacional em Rondônia

A 1ª Vara de Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho determinou que o Estado de Rondônia adote medidas para aprimorar e ampliar a emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN). A decisão atende a uma ação do Ministério Público de Rondônia (MPRO) e reconheceu indícios de problemas contínuos na oferta do serviço, com reflexos no acesso da população a serviços essenciais e direitos fundamentais.

No processo, o MPRO apontou falhas como o número insuficiente de vagas, a concentração da abertura de agendamentos em horários e dias únicos, instabilidades na plataforma digital e fragilidades contra fraudes. O órgão ministerial também destacou barreiras enfrentadas por cidadãos em vulnerabilidade social e entraves para a regularização documental de pessoas privadas de liberdade.

A partir da análise dos documentos apresentados, a Justiça observou limitações na capacidade de atendimento e ressaltou que a identificação civil está ligada à dignidade humana, ao exercício da cidadania e à concessão de benefícios assistenciais e previdenciários. Diante disso, foi determinado que o Estado garanta atendimento prioritário a idosos, pessoas com deficiência, cidadãos em vulnerabilidade e pessoas que necessitem do documento para saúde ou benefícios essenciais, sem depender exclusivamente da marcação virtual.

O governo estadual terá 15 dias úteis para apresentar dados sobre os canais de atendimento disponíveis, os critérios de prioridade, a capacidade de produção, a situação do contrato de emissão e as medidas de segurança adotadas. A decisão exige ainda ações tecnológicas para impedir a comercialização ilegal de vagas e a captura automatizada do sistema por terceiros.

Para as pessoas privadas de liberdade, foi ordenada a manutenção dos fluxos de emissão vigentes e a elaboração de um diagnóstico sobre a demanda reprimida e a capacidade de atendimento do setor.

Além dessas determinações, a Justiça fixou o prazo de 60 dias úteis para que o Estado elabore um plano de ação detalhado, com metas e cronograma, voltado a aprimorar a regularidade, a acessibilidade e a eficiência do serviço de emissão da identidade em Rondônia.

De acordo com o coordenador do Gaedh, promotor de Justiça Éverson Antônio Pini, a decisão judicial configura um avanço relevante para assegurar a identificação civil e garantir o acesso a políticas públicas e serviços essenciais.

Fonte: Voz de Rondônia, com informações do Ministério Público de Rondônia.

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