Comissão de Saúde aprova diretrizes para ampliar oferta de remédios essenciais no SUS

Comissão de Saúde aprova diretrizes para ampliar oferta de remédios essenciais no SUS

Comissão de Saúde aprova diretrizes para ampliar oferta de remédios essenciais no SUS

Porto Velho, Rondônia —

Porto Velho, Rondônia — A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que estabelece novas diretrizes destinadas a expandir o fornecimento de medicamentos essenciais e de uso contínuo no Sistema Único de Saúde (SUS).

A iniciativa prioriza o suporte a pacientes diagnosticados com doenças crônicas, assegurando maior atenção a tratamentos para enfermidades como diabetes, hipertensão e câncer.

O parecer acolhido pelo colegiado foi elaborado pela relatora, deputada Flávia Morais (MDB-GO), que apresentou um substitutivo ao Projeto de Lei 108/11.

A proposta original, de autoria do ex-deputado Sandes Júnior, previa a isenção de impostos federais para fármacos aplicados em diabetes e hipertensão, reunindo outros 26 projetos semelhantes ao longo de 15 anos.

Ao fundamentar as alterações no texto, a relatora apontou que as mudanças trazidas pela Reforma Tributária tornaram desnecessária a concessão de novas desonerações por meio de lei ordinária.

Flávia Morais recordou que as novas regras tributárias já promovem corte de 60% nos tributos incidentes sobre remédios e aplicam alíquota zero para itens do Farmácia Popular, câncer, diabetes, hipertensão e doenças raras.

Segundo a parlamentar, "esse conjunto mostra que o desafio atual não é cobrir tributos, mas sim integrar a assistência farmacêutica, a regulação sanitária e o controle econômico do mercado".

O projeto estabelece a avaliação contínua sobre dificuldades de acesso geradas por desabastecimento ou preço, além de fiscalização para confirmar se a redução tributária chega ao bolso do consumidor final.

O texto prevê ainda a integração entre a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (Rename), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), gerando dados para o SUS.

Durante a votação, a comissão rejeitou medidas que propunham cortes fiscais amplos sem foco definido, pedidos de isenção de ICMS e incentivos dirigidos a marcas específicas.

A matéria segue em tramitação de caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça e de Cidadania, dependendo ainda de aprovação no Senado Federal.


Fonte: Agência Câmara.

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