Leonardo Rolim deixa presidência do INSS e retorna à Previdência


Ele volta para a secretaria do Ministério do Trabalho depois de um ano e nove meses; José Carlos Oliveira assume o INSS

Leonardo Rolim deixou a presidência do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) e assume novamente como secretário de Previdência do Ministério do Trabalho. A mudança de função dele foi publicada nesta sexta-feira (5) no Diário Oficial da União (DOU), assinada pelo ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira.

Rolim reassume o posto na Previdência no lugar de Narlon Gutierre Nogueira. A presidência do INSS ficará a cargo de José Carlos Oliveira. Leonardo Rolim foi nomeado presidente do INSS em janeiro de 2020, no lugar de Renato Vieira, que pediu exoneração do cargo diante da crise de atendimento à população no instituto.

Fila do INSS

A fila para aposentadoria do INSS registrou 1,8 milhão de requerimentos em agosto. O estoque alto dos benefícios previdenciários e assistenciais se mantém desde 2019, chegando a variar neste ano de 1,7 milhão, em janeiro, a 1,9 milhão, em maio.

O volume inclui processos até 45 dias e os que estão acima desse prazo. Do total atualmente na fila, 420.996 requerimentos se encontram em exigência, ou seja, aguardam alguma documentação do segurado para que o INSS possa concluir a análise, segundo a assessoria de imprensa do órgão. Outros 1.407.561 pedidos são os que necessitam de análise do instituto.

Leonardo Rolim chegou a afirmar que a instituição trabalhava para diminuir os prazos de atendimento aos beneficiários e que as concessões deveriam ser normalizadas a partir de janeiro de 2022. Ele atribuiu a demora ao fato de as agências ficarem fechadas por seis meses e estarem funcionando de maneira mais restrita devido às determinações sanitárias da Covid-19.

O tempo de espera superou cem dias em 2020. O INSS tem analisado em média 800 mil benefícios por mês. Também há registro de fila de requerimentos que aguardam perícia médica de 335.262 segurados.


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