Agevisa promove capacitação de profissionais que atuam em farmácia de manipulação em Rondônia

 



Fiscais sanitários exercitam, na prática, a paramentação para entrada em área limpa, conforme orienta a resolução RDC 67/2007

Profissionais que atuam em Farmácias de Manipulação participaram de uma capacitação envolvendo profissionais dos municípios de Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Rolim de Moura, Cacoal, Vilhena, Ouro Preto e Jaru. O evento realizado pela Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) teve como principal objetivo fazer uma abordagem prática da resolução RDC Nº 67, de 8 de outubro de 2007, que dispõe sobre Boas Práticas de Manipulação de Preparações Magistrais e Oficiais para Uso Humano em Farmácias.

O diretor-geral da Agevisa, Gilvander Gregório de Lima, reforçou a importância da realização de integração entre os profissionais que atuam na Vigilância, em especial na ponta, como é o caso dos que exercem atividades em Farmácias de Manipulação. “Quem ganha com o resultado dessas capacitações, que promovem exemplos na prática do que deve ser implementado nas farmácias é a sociedade. E enquanto gestores nos tranquilizam por saber que as equipes se preparam cada vez mais para prestar um serviço de qualidade aos rondonienses”, diz.

Beatriz Jacinto Xavier, farmacêutica inspetora sanitária da Agevisa explica que 24 profissionais participaram da capacitação, em Porto Velho, num evento que teve cerca de 16 horas de duração. “É de suma importância a realização de eventos desta natureza entre os profissionais que atuam em Farmácia de Manipulação. São momentos ímpares para a troca de experiências entre colegas de profissão que levam consigo técnicas e boas práticas para aplicarem em seus municípios”, garante.

Também participaram do evento, o vice-presidente do Conselho Regional de Farmácia (CRF), Eneias Rocha, e o fiscal do Conselho Regional de Farmácia, Fernando Henrique Vasconcelos. Eneias Rocha tematizou o trabalho das farmácias com manipulação e reforçou o papel do farmacêutico como agente de saúde, dispensador de medicamentos e orientador em tratamentos de saúde seja via médico, odontólogo ou farmacêutico.


Exemplo de utilização de EPIs na atuação profissional em farmácias de manipulação

“A manipulação de medicamentos tem como principal característica a preparação personalizada de medicamento destinado a determinado usuário, portador de prescrição ou orientação terapêutica realizada por profissional habilitado, considerando as características de cada paciente. A farmácia com manipulação é o único estabelecimento autorizado por lei para o preparo e comercialização do medicamento manipulado. Em consequência do crescimento, legislações mais rigorosas e consumidores mais exigentes, fez-se com que o setor magistral evoluísse constantemente, ocupando um importante espaço perante a população, favorecendo o acesso aos medicamentos individualizados”, destacou Eneias Rocha.

Em sua fala, ele explanou ainda que o Brasil é referência mundial em farmácia com manipulação no campo farmacotécnico e de tecnologia na produção do medicamento manipulado, além de contar com notável parque de farmácias de manipulação, com destaque internacional.

TEMAS ABORDADOS

Entre os principais temas abordados, as equipes presentes ao evento discutiram, o projeto arquitetônico e a estrutura: influência na rotina da farmácia de manipulação no que tange a garantia da qualidade e rotina de produção; necessidade de organização e limpeza do local; sistema de água purificada (osmose reversa) e seus meandros que a legislação obriga para farmácia de manipulação; controle de qualidade e ensaios clínicos exigidos para cada classe terapêutica.

Materiais e instrumentos utilizados nesse setor; recursos humanos e necessidade de educação continuada como método de garantir a qualidade e reprodutibilidade dos medicamentos e cosméticos produzidos na farmácia magistral; definições sobre entre excipientes, veículos e bases galênicas; medicamento de baixo índice terapêutico: conceito, definição, controle de qualidade, riscos e cuidados; procedimentos operacionais padrão e fluxogramas na garantia da qualidade; o papel do farmacêutico na farmácia de manipulação: cuidado além da dispensação (abordagem a farmacovigilância e todo o cuidado no processo produtivo); medicamentos sujeitos a controle especial (portaria 344/98) e necessidade do BSPO para insumos farmacêuticos ativos da classe terapêutica; produção de hormônios, citostáticos e antibióticos – Da infraestrutura para sua produção até a rotulagem e dispensação e área limpa: definições e abordagens da fiscalização nesse ambiente.


Fonte
Texto: Mineia Capistrano
Fotos: Gabriel de Oliveira e Daiane Mendonça
Secom - Governo de Rondônia

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