Prefeitura mantém equipes para combater ocorrências de dengue, zika e chikungunya


O período chuvoso na região amazônica é propício para o surgimento de arboviroses como dengue, zika e chikungunya no município. Para conter os casos, a Prefeitura de Porto Velho mantém equipes que visitam os locais das ocorrências para orientar os moradores e identificar e eliminar possíveis focos de transmissão.

As arboviroses estão presentes em todo o município de Porto Velho, com maiores ou menores níveis de ocorrência, dependendo da região. Só neste ano, foram registrados 429 casos de dengue, 44 de zika e 57 de chikungunya.

As ocorrências de dengue, por exemplo, chegaram a 25 só nos meses de agosto e setembro. As equipes da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) apontam que o maior número de casos acontece nos bairros Agenor de Carvalho, Cidade Nova, Castanheira, São Francisco e Nova Porto Velho, além dos distritos de Extrema, Vista Alegre e Nova Califórnia.

SUBNOTIFICAÇÃO

“Não podemos considerar que as arboviroses estão controladas. Elas são subnotificadas, ou seja, não correspondem à realidade”, adverte Deuzeli Pereira, Técnica da Divisão de Vigilância Epidemiológica (DVE). Segundo ela, isto ocorre porque uma parte da população não procura atendimento e opta por se tratar em casa.

Os profissionais da saúde vão aos bairros mais vulneráveis ao contágio para informar a população sobre os riscos que essas doenças trazem, além de identificar possíveis focos de transmissão nas residências.

Os arbovírus são vírus transmitidos pela picada de artrópodes hematófagos, como o Aedes aegypti. Mais de 210 espécies de arbovírus foram isolados no país, 36 relacionados com doenças em seres humanos.

DENGUE

Doença febril aguda, que pode apresentar um amplo espectro clínico, pois a maioria dos pacientes se recupera após evolução clínica leve e autolimitada. Só uma pequena parte evolui para gravidade. É a mais importante arbovirose que afeta o homem, constituindo-se em sério problema de saúde pública no mundo.

FEBRE DE CHIKUNGUNYA

Doença produzida pelo vírus chikungunya, transmitida por mosquitos do gênero Aedes, que causa enfermidade febril aguda, subaguda ou crônica. A enfermidade aguda se caracteriza, principalmente, por início súbito de febre alta, cefaleia, mialgias e dor articular intensa, afetando todos os grupos etários e ambos os sexos.

O nome chikungunya deriva de uma palavra do idioma makonde, falado no sudeste da Tanzânia, que significa “curvar-se ou tornar-se contorcido”, descrevendo a postura adotada pelos pacientes devido às dores nas articulações.

FEBRE ZIKA

A doença foi detectada no país no ano de 2015, e que tem se disseminado no país. Encontrou ambiente favorável, que é a presença do vetor Aedes, em população sem imunidade. Causa enorme impacto à saúde da população. É uma doença viral aguda, transmitida principalmente, pelos mosquitos Aedes Aegypti.

Os sintomas geralmente desaparecem espontaneamente após três ou sete dias. Mas tem sido observada a ocorrência de óbitos pelo agravo, aumento dos casos de microcefalia e de manifestações neurológicas associadas à ocorrência da doença.

FEBRE AMARELA

Doença infecciosa febril aguda, imunoprevenível, cujo agente etiológico é o arbovírus protótipo do gênero Flavivirus, transmitido por artrópodes. Reveste-se da maior importância epidemiológica, por sua gravidade clínica e elevado potencial de disseminação em áreas urbanas.


Texto: Semusa
Foto: Wesley Pontes e Leandro Morais
Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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