Caminhada também marca o início da campanha “Não Esqueça a Hanseníase” em Porto Velho

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Caminhada também marca o início da campanha “Não Esqueça a Hanseníase” em Porto Velho

A secretária Municipal de Saúde, Eliana Pasini, também participou da caminhada

Porto Velho, RO - Uma caminhada no Espaço Alternativo, na zona Norte de Porto Velho, com soltura de balões, no final da tarde de segunda-feira (4), também marcou o início da campanha “Não Esqueça a Hanseníase”. A campanha é realizada pela Prefeitura de Porto Velho, em parceria com o Movimento de Reintegração das pessoas atingidas pela Hanseníase (Morhan).

“O objetivo dessa caminhada é chamar a atenção da população de Porto Velho para o fato de que a Hanseníase existe, e que é um problema de saúde pública. Mesmo com a pandemia, em 2019, foram registrados 69 casos, em 2020, outros 39 e, este ano, até o final de setembro, já estamos com 50 casos da doença”, destacou a coordenadora municipal de Hanseníase, Sheyla Nina Arruda, organizadora do evento.

A secretária Municipal de Saúde, Eliana Pasini, também participou da caminhada. Ela agradeceu o apoio de todos que estão engajados na campanha e enfatizou a necessidade de prevenção e cuidados no combate à hanseníase, para evitar que ela cause danos maiores nas pessoas.

Já a porta-voz da campanha e embaixadora da causa, a Miss Brasil Mundo, Caroline Teixeira, disse que seu papel é usar da atração que a beleza tem para conscientizar as pessoas. “Eu sou embaixadora nacional da luta contra a hanseníase e irei levar esse projeto para o Miss Mundo, um concurso que representa muito a beleza com propósito em projetos sociais. Vou enfatizar a campanha em todos os trabalhos que fizermos”, afirmou após enaltecer a Prefeitura de Porto Velho por liderar essa luta.

O coordenador nacional do Morhan, Arthur Custódio, explica que a preocupação atual são os casos ainda não diagnosticados que comprometem os esforços de quebra da cadeia de transmissão.

Ao final do evento, os participantes soltaram balões de cor roxa, chamando ainda mais a atenção do público para a campanha “Não Esqueça a Hanseníase”.

DIAGNÓSTICO PRECOCE

Integrante da equipe de coordenação de combate à hanseníase, a enfermeira Albanete Mendonça afirmou que o diagnóstico precoce é a melhor forma de prevenção e quebrar a cadeia de transmissão da doença, dado que ainda não existe vacina contra essa enfermidade, que pode causar graves lesões ou até mesmo a incapacidade da pessoa infectada.

“A hanseníase não é só uma doença de pele. O grande problema é que ela também atinge nervos periféricos. Os sinais mais comuns, além de aparecer lesões de pele, são as alterações de sensibilidade. Algumas não apresentam lesões de pele, mas causam lesões de troncos e de nervos. Pessoas assim não conseguem segurar um objeto, perdem a força na mão e nos pés”, alertou.

Ela acrescentou, no entanto, que os sintomas mais comuns são as manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou marrom na pele, além de caroços pelo corpo.

TRATAMENTO

A Prefeitura de Porto Velho dispõe de toda uma estrutura primária especializada para tratar as pessoas infectadas. A porta de entrada para todo diagnóstico de Hanseníase e tratamento inicial são as Unidades Básicas de Saúde (UBS). “Qualquer sinal ou sintomas da doença, a pessoa deve procurar imediatamente a UBS mais próxima de sua casa, para diagnóstico e acompanhamento.

Caso haja a necessidade de tratamento especializado, os pacientes são encaminhados para a Policlínica Rafael Vaz e Silva, unidade de referência no Município ou ainda para a Policlínica Osvaldo Cruz (POC) e Hospital Santa Marcelina, que também são referências na rede estadual.


Texto: Augusto Soares
Foto: Sul Ribeiro
Superintendência Municipal de Comunicação (SMC)

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