Enteado que esfaqueou 42 vezes a madrasta é condenado a 14 anos de prisão



Porto Velho, RO -
Os jurados da 1ª. Vara do Tribunal do Júri de Porto Velho condenaram o acreano Lucas Rodrigues da Silva, a 14 anos, 4 meses e 20 dias de prisão, pela tentativa de feminicídio praticado contra sua madrasta, Robenilda Barros de Miranda dos Santos, no regime fechado. A condenação também o julgou culpado pelo crime de vias de fato, ameaça, e furto, praticados contra a vítima no dia do crime.

Lucas, que possui 26 anos e é enteado da vítima, de 49 anos. Os jurados aceitaram integralmente a denúncia feita pelo Ministério Público. O crime aconteceu na madrugada do dia 27 para o dia 28 de maio de 2019, nas proximidades de um posto de combustível localizado na BR 364, Centro, Vila Rei do Peixe, município de Itapuã do Oeste, a 100 quilômetros de Porto Velho.

Segundo a denúncia do MP, Lucas começou a dar sinais de que algo ruim aconteceria à vítima, no dia anterior ao crime, quando a agrediu a socos e pontapés na manhã do dia 27 de maio. No dia seguinte, à tarde, ele ameaçou a vítima de morte dizendo que queria ver sangue e que iria beber o sangue da madrasta. Robenilda chegou a ligar para alguns parentes do enteado, mas nada resolveu.

Foi nessa toada, que, no dia seguinte, dia do crime, se irritou com a madrasta porque esta mandou que ele arrumasse as mesas do local, e partiu para a agressão. A vítima foi esfaqueada várias vezes e só não morreu porque se fingiu de morta e recebeu rápido atendimento médico. Lucas aproveitou a situação da vítima, e lhe roubou R$ 300 que ela tinha no bolso e fugiu com o carro, tomando rumo ignorado.

Lucas ainda tentou negar a autoria do crime, mas o depoimento de testemunhas como a filha da vítima e uma vizinha, foram convincentes. Em seu depoimento, uma amiga de Robenilda conta que recebeu algumas mensagens que sugerem o temor da vítima em morrer nas mãos do enteado. “Andresa, eu tô aqui, t^com medo de entrar, tô com medo dele surtar, pegar uma faca e me atacar.”.

A mensagem foi transmitida no dia anterior ao crime, quando a vítima sofreu as primeiras ameaças.

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