Agevisa realiza parcerias para reforçar estratégia no controle de doenças de chagas em Rondônia


O Governo de Rondônia, por meio da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e do Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen), vem fortalecendo as estratégias e insumos para o programa Estadual de Controle de Doença de Chagas, transmitida pelo triatomíneo (barbeiro). Com o objetivo de identificar e confirmar possíveis casos da doença, o Estado tem capacitado técnicos nos municípios de Ariquemes, Candeias do Jamari e Guajará-Mirim.

A ação acontece em atendimento a Portaria nº 1.061 de 18 de maio de 2020, e demais protocolos de demandas do Ministério da Saúde, por meio de ações integradas epidemiológicas da Agevisa com o Lacen, como forma de prevenir a doença, capacitando os técnicos para que possam orientar a população com diversos cuidados.

O coordenador estadual do programa de controle de doença de chagas, José Maria Silva Nobre, explica que a capacitação é realizada pelo Estado, aos de técnicos dos municípios parceiros que, juntos, orientam a população com os seguintes cuidados: tapar buracos e rachaduras, rebocar orifícios nas paredes, manter higiene de lugares que possam servir de refúgio para o inseto.

CAPTURA DO BARBEIRO

“Os técnicos dos municípios irão investigar todos os casos notificados, pois é recomendado que a própria unidade de saúde realize a investigação e encaminhe as informações para a vigilância epidemiológica Estadual”, reforça Nobre.

Nas coletas entomológicas são realizadas as buscas ativas em campo, com instalação de armadilhas e análise taxonômica e pesquisa de infectividade para triatomíneos (vetor da doença de chagas), com objetivo de identificar a fauna presente na área urbana, com fins de prevenção do agravo.

Para a região do Cone Sul, o coordenador informa que está prevista para outubro uma reunião com profissionais médicos e enfermeiros sobre o diagnóstico e tratamento (fluxograma para investigação epidemiológica da doença de chagas) e fluxo de medicamentos.

“Os triatomíneos se alimentam de sangue, principalmente de aves, para isso as equipes instalam as armadilhas. Um pintinho é colocado dentro de um cano, porém, ele conta com uma tela de proteção que impede o contato com o triatomíneo. Na ponta do cano é inserida uma fita adesiva, então quando o inseto tenta alcançar a ave ele fica grudado na fita”, explica.

Sobre as ações já concretizadas, Nobre conta que de janeiro a agosto de 2021 foram notificados e investigados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), pelos municípios, 49 casos, destes um positivo em Candeias do Jamari.

TRANSMISSÃO

A transmissão ocorre com o contato direto com as fezes do barbeiro. O inseto deposita as fezes sobre a pele da pessoa, enquanto suga o sangue. Geralmente, a picada provoca coceira e o ato de coçar facilita a penetração do tripanossomo pelo local da picada. Mãe infectada transmite para o filho via placenta, acidente laboratorial, transfusão de sangue, ingestão de carne ou alimentos contaminados.

PREVENÇÃO

Baseia-se principalmente em medidas de controle do barbeiro, impedindo a sua proliferação nas moradias e em seus arredores. Evitar o contato com o barbeiro. Estar atento ao ambiente onde se reside, pois o inseto se esconde em frestas nas paredes. Mantenha os ambientes limpos e sem entulhos, inclusive os anexos, como galinheiros e estábulos. Só consuma alimentos bem higienizados – lavados e desinfetados. Comunique o seu agente de saúde caso encontre o inseto e siga as orientações necessárias.

SINTOMAS

Febre persistente (mais de 7 dias); dor de cabeça; fraqueza intensa; inchaço no rosto e pernas; manchas vermelhas na pele. No caso de picada do barbeiro, pode aparecer uma lesão semelhante a um furúnculo no local.

O coordenador também explica que o paciente não tratado na fase aguda pode desenvolver a fase crônica da doença e apresentar complicações cardíacas ou digestivas.

É recomendado realizar o exame em pessoas que:

Tenham algum familiar com diagnóstico confirmado. Moram (ou moraram) em área rural com relato de presença de barbeiro. Realizaram transfusão de sangue antes do ano de 1992.

Para mais informações, a coordenadoria de vigilância atende por meio do número: 69 – 3216-5294.


Texto: Jesica Labajos
Fotos: José Nobre
Secom - Governo de Rondônia

Postar um comentário

0 Comentários

Close Menu