Justiça converte prisão de ex-vereador acusado de matar e ocultar o corpo da ex-amante


 Porto Velho, RO - O juiz Valdecir Ramos, da 1ª. Vara Criminal de Ji-Paraná, converteu em prisão preventiva a prisão temporária aplicada ao ex-vereador Valdecir Ramos de Souza, acusado de assassinar o ocultar o corpo da ex-amante Edilene Vieira da Silva, em uma casa de campo pertencente à vítima. 

Ao analisar o pedido de prisão preventiva, o magistrado ressaltou que os fatos objeto de apuração no processo “são extremamente graves e revelam o alto grau de periculosidade do acusado que, solto, poderá fazer com que provas desapareçam e ainda ameaçar testemunhas”. 

Segundo ele, a ordem pública não pode ficar à mercê da ação de pessoas de elevado grau de periculosidade, que tenham propensão para o crime, ainda que essas pessoas gozem da presunção de inocência. “A população de Ji-Paraná encontra-se em sobressalto diante de ações deveras violentas, tais como as que se descortinam nestes autos, fatos que incutem revolta social nos cidadãos”, diz ele na decisão. 

Esse foi o caso de feminicídio de maior repercussão da cidade, pois envolve um ex-político (mesmo que inexpressivo) e a crueldade contra uma mulher que acreditou nas promessas do acusado e caindo em uma cilada. Além de homicídio qualificado, ele poderá responder por lavagem de capitais ocultação de cadáver. 

“Ademais, o crime causou grande comoção social, ainda mais por ser o acusado pessoa pública e bastante conhecida na cidade, a liberdade, neste momento, equivaleria a dizer que o Judiciário pouco se importa com crime de tamanha gravidade, sendo necessário garantir, com a segregação do acusado, a Ordem Pública”, observou o magistrado. 

Ao finalizar, o magistrado também levou em conta algumas questões que podem demonstrar a periculosidade do acusado, como um caso de estupor ocorrido há quase 10 anos. 

“(...) há elementos nos autos que há outros crimes sujeitos a investigação em elação ao acusado, inclusive, destaca-se o depoimento de Elohayne Batista Martins, que informou que foi vítima de estupro entre os anos 2010/2012, cometido, em tese por OBADIAS, e que ela já teria representado, no entanto, mudou seu depoimento por medo de sofrer retaliações por parte do acusado, vez que ele teria conversado com sua mãe para que retirasse as acusações contra ele. Inclusive, ela alegou que teria sido ameaçada de morte pelo acusado, no ano passado, caso ela não apagasse os áudios que ela tinha dele confessando o crime”, disse.

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