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Expedito Júnior poderá deixar o PSDB e apoiar Marcos Rogério para o governo

 


Num cenário futurístico, o articulista político e professor Herbert Lins, revela que o ex-senador e ex-candidato ao governo de Rondônia, Expedito Júnior (PSDB) poderá deixar o ninho tucano para se alojar no PSD do filho dele, deputado federal Expedito Netto. Tudo isso, claro, na impossibilidade de Expedito perder espaço para disputar o Senado pelo PSDB com o crescimento das asas do tucano Hildon Chaves, que já voa alto após a reeleição à prefeito de Porto Velho.

Segundo Herbert Lins, “Já existe uma união de forças entre o DEM liderado pelo senador Marcos Rogério e o ex-senador Expedito Júnior – que está atualmente filiado ao PSDB, mas de malas prontas para desembarcar no PSD. Daí a chapa estaria formada com Marcos Rogério ao governo de Rondônia e Expedito Júnior ao Senado”, avalia.

Na análise de Herbert Lins, o ex-governador Daniel Pereira do Solidariedade poderia vir de vice de Marcos Rogério.

Nos bastidores da política na capital já é sabido que a reeleição de Hildon Chaves (PSDB) a prefeito da capital, cacifou o neófito em política a se lançar na disputa ao Governo. Na sua chapa, teria que buscar um nome do interior como forma de interiorização do seu nome, para isso, ele já conta com o prefeito de Jaru João Gonçalves Júnior – também do PSDB, que pode figurar como candidato a vice-governador e construir uma aliança com o PSB, buscando o nome de Jesualdo Pires para concorrer ao Senado. Sabiamente, o prefeito Hildon Chaves trouxe para seu guarda-chuva seus concorrentes com maior expressão de votos na capital, ou seja, Coronel Ronaldo Flores (SDD) e Vinicius Miguel (Cidadania). Ambos não poderão emprestar seus nomes como candidatos a vice-governador em outras chapas, tendo que ficar com cara de paisagem ou disputar outros cargos eletivos.

Retorno

Correligionários afirmam que o senador Confúcio Moura (MDB) vai abandonar a vida pública, inclusive, que já teria vendido tudo em Ariquemes, portanto, seria seu último mandato eletivo. Entretanto, o mesmo nunca disse uma palavra se quer em torno do assunto e muitos de seus ex-auxiliares e emedebistas históricos já alardeiam o nome do senador Confúcio ao governo, alegando que o atual governador Marcos Rocha (sem partido) é o seu maior “cabo eleitoral”. Neste cenário, especula-se uma composição de vice-governador com o PDT, portanto, o único nome disponível seria do ex-vice governador e ex-deputado estadual Airton Gurgacz. Esse último, dividiria o eleitorado da Região Central com o senador Marcos Rogério (DEM) – principal rival e desafeto do Grupo Gurgacz. Para o Senado, a chapa contaria com o reforço eleitoral do atual deputado federal Léo Morais (Podemos), com boa penetração do eleitorado da capital e com o nome interiorizado nas últimas eleições municipais, ou seja, trabalhou bem como presidente estadual do Podemos.

Reeleição

O atual governador Marcos Rocha (sem partido) deverá buscar a sua reeleição, porém, enfrentará dificuldades mediante a imagem desgastada devido a pandemia e parte da sua equipe fraca de gestão que não consegue entregar o que a população espera. Por sua vez, mesmo trocando o comando da comunicação – seis por meia dúzia, corre pouco o estado e quando vai, esquece de levar os parlamentares da sua base aliada na Assembleia Legislativa e no Congresso Nacional. O mesmo por ser da capital, vai dividir votos com o prefeito Hildon Chaves (PSDB), caso esse último resolva ser candidato ao Governo, na mesma engenharia desse último, deverá contar com um nome na chapa do interior, naturalmente seria o atual vice-governador José Jordan (PSL), que é de Rolim de Moura – sofrerá desgastes no processo eleitoral com a oposição explorando seu envolvimento na Operação Macchiato da Polícia Federal. Daí a importância de pensar um outro nome do interior caso haja necessidade de substituir o atual vice-governador na chapa majoritária.

Em relação ao nome para o Senado, poderia contar com o nome do juiz aposentado Léo Fachin, convidado recentemente pelo deputado estadual Jair Montes a se filiar ao AVANTE e disputar a única vaga nas próximas eleições. Portanto, o remédio para o atual governador Marcos Rocha conseguir a sua reeleição é fazer mais e andar mais, entregando o que a população espera, em especial, pontes e estradas na área rural.

Ressurreição

O ex-governador Ivo Cassol (PP) buscará a ressurreição política nas próximas eleições de 2022. Antigos aliados já se movimentam para inflamar seu nome junto ao eleitorado. Caso a justiça não impeça suas pretensões, é um forte candidato ao Palácio Rio Madeira e, consequentemente, poderá chegar ao segundo turno por ter sido um governador muito bem avaliado, o que fez dele senador. Na chapa, poderia buscar o nome de Tiziu Jidalias (antigo aliado) para ser o candidato a vice-governador, como tentativa de atrair os votos do eleitorado do Vale do Jamari – dividiria forças com João Gonçalves Júnior de Jaru, ou quem sabe, um nome da capital. Para compor a chapa majoritária, Cassol poderia recorrer ao nome de Jaime Bagattoli (PSL) que surfou na onda Bolsonaro e ficou na terceira posição ao senado nas eleições de 2018. Sem mandato e com a justiça no seu encalço, dificilmente conseguirá construir um arco de aliados de primeira grandeza junto ao eleitorado para disputar um cargo majoritário.

Esquerda

PT, PSOL, PCdoB, Rede e PSTU, esfacelados eleitoralmente nas últimas eleições em Rondônia e no país, não conta com nomes de expressão para se reinventar, muito menos, nomes de consenso para repaginar as agremiações partidárias e criar uma frente popular no intuito de recuperação da imagem junto ao eleitorado rondoniense.

Mais RO com colaboração de Herbert Lins Albuquerque

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