Escola de Ariquemes adaptou o projeto “Dia de Ler. Todo Dia” para a casa dos alunos


O prolongamento do período de pandemia do coronavírus tem levado professores da Rede Pública Estadual de Ensino à criatividade digital e à reinvenção para o melhor aproveitamento do projeto “Dia de Ler. Todo dia”, do Governo de Rondônia, criado pela Secretaria Estadual de Educação (Seduc).

“Aqui está de vento em popa”, comentou a professora Edaiane Sana, coordenadora do projeto na Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio Cora Coralina em Ariquemes, a 198 quilômetros de Porto Velho.

Previsto no calendário anual de atividades, nessa escola o projeto “Dia de Ler. Todo Dia” ganhou derivados: Hora da Leitura e Cantinho da Leitura, envolvendo alunos do 3º ao 5º ano no Fundamental 1, e do 6º ao 9º, no Fundamental 2. “Os resultados são muito bons, porque a maioria é incentivada pelos próprios pais”.

A estratégia funcionou bem, conta Edaiane: “O Cantinho da Leitura foi desenvolvido por alunos do 5º ano mediados pela professora Maria Ely”.

Dos 1.109 inscritos no projeto, na escola, metade interage com professores e outra metade recebe conteúdos impressos e enfrenta a carência de interatividade com o uso da internet.

O educador, Antônio Kellisom Gondim, criou a professora virtual, Cecilia Bechara, para auxiliar como alternativa de ferramenta pedagógica na plataforma que diversifica a prática dos professores. Fez isso, por meio de cursos dos quais ele participa na Universidade Federal do Ceará, durante a pandemia.

Os professores Gondim e Celda Ione Candioto, dividiram a aula de língua portuguesa em três momentos, com preguntas, respostas e critérios avaliativos e tema do 2º bimestre.

“Apesar de tudo, nossa motivação cresce porque este ano teremos Olimpíada de Língua Portuguesa”, anunciou Edaiane.

O Governo de Rondônia investiu R$ 116,3 mil nesse programa, visando o fortalecimento de atividades de leitura entre os estudantes da educação básica. O projeto contempla a Educação Básica, desenvolvido em três fases: local, regional e estadual e propõe a premiação aos professores idealizadores das propostas e às escolas que desenvolveram as atividades e boas práticas de incentivo à leitura.

Em Cujubim, na região do Vale do Jamari, a 159 quilômetros da Capital, a Escola Antônio Francisco Lisboa deu início ao projeto, sob a responsabilidade de professores coordenadores do 7º ano. “Nesse começo, pretendemos que os alunos do 7ºano tomem gosto pela leitura; a inscrição já possibilitou a retirada de livros ilustrados, e o ânimo maior vem depois da vacinação (anti-covid-19) que também chega aos jovens e permitirá a interação com escola”, explicou a diretora, Ivanete Tavares.

Alunos do 5º ano na Escola Cora Coralina vêm se dedicando à produção de poemas, enquanto os do 3º e 4º anos se dedicam à literatura infantil. “Eles enviam áudios e vídeos aos professores responsáveis por turmas, alguns são apoiados pelas mães que criaram em casa o seu cantinho de leitura”, contou Edaiane.

Equipes do 6º e 7º anos entregaram-se às memórias literárias, produzem textos e cartazes demonstrando sentimentos e exercendo a criatividade. Turmas do 8º e 9º anos trabalham crônicas, apoiados pelos educadores do 9º.

“Eles até fizeram live com o lançamento do programa, usam músicas de séries de um canal de TV por assinatura, e como não há feira literária, usamos o Facebook da escola para expor o trabalho de cada um”, ressaltou a coordenadora.
EJA LUTA POR ESTÍMULOS

Na Educação de Jovens e Adultos (EJA) em Ariquemes, as dificuldades trazidas pela pandemia também são sentidas, principalmente devido ao distanciamento. “Mas a leitura é a base de tudo, e vamos encarar esse desafio, aguardando o momento do retorno do ensino presencial”, observou o professor Edvaldo Maciel Ferreira.

Segundo ele, o projeto “Dia de Ler. Todo Dia” vai ao encontro de muitos jovens que sentiram rejeição na sociedade, e são carentes de estímulo para resgatar a leitura. “Vamos estimulá-los o máximo possível, o livro voltará à sala de aula, e com o projeto temos a oportunidade de melhorar o interesse deles”, comprometeu-se.

O professor disse ainda que o EJA tem média de 17 a 18 alunos por série do Fundamental, e 30 no do Ensino Médio. “A recuperação da defasagem que é geral exigirá nossos esforços e dos pais; queremos contar com o apoio deles nesse sentido”, apelou.


Texto: Montezuma Cruz
Fotos: Edaiane Sana
Secom - Governo de Rondônia

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