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Operação Floresta S/A: Justiça bloqueia R$ 70 milhões das contas de investigados


A Justiça Federal em Rondônia bloqueou R$ 70 milhões das contas de investigados pela Operação Floresta S/A, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), para combater crimes ambientais cometidos por madeireiras irregulares que atuam em Rondônia.

De acordo com o superintendente regional da PF em Rondônia, Agostinho Gomes Cascardo, todos os 16 mandados de busca e A Justiça Federal em Rondônia bloqueou R$ 70 milhões das contas de investigados pela Operação Floresta S/A, deflagrada pela Polícia Federal em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), para combater crimes ambientais cometidos por madeireiras irregulares que atuam em Rondônia.

De acordo com o superintendente regional da PF em Rondônia, Agostinho Gomes Cascardo, todos os 16 mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos municípios de Alto Paraíso, Buritis e Ariquemes.

No total, quatro veículos foram apreendidos pelos agentes da Polícia Federal. Durante o cumprimento das cautelares, duas pessoas foram presas em flagrante por porte ilegal de arma.

Segundo o superintendente, as investigações tiveram início em agosto de 2020, após fiscalização realizada pela Sedam e pelo Batalhão de Polícia Ambiental da Polícia Militar do Estado. Ao verificar a quantidade de madeiras nos pátios das empresas, em relação ao Sistema de Documento de Origem Florestal (DOF), constataram-se diversas irregularidades.

Após meses de investigação, a Polícia Federal conseguiu identificar diversas fraudes relacionadas ao comércio virtual de créditos de madeira através do Sistema DOF. Concluiu-se que as empresas utilizavam o SISDOF para dissimular a origem ilícita da madeira extraída de forma criminosa de áreas de proteção ambiental. Inclusive, foram encontrados, nos pátios de algumas madeireiras, toras da espécie castanheira, sendo proibida a extração e a comercialização desse tipo de madeira.

As condutas investigadas configuram, em tese, os crimes de desmatamento em terras de domínio público, dificultar a fiscalização ambiental e falsidade ideológica, cujas penas somadas podem chegar a 15 anos de prisão.


Fonte: Rondoniagora

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