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Procedimentos de mergulho em ocorrências de afogamento seguem alto padrão de segurança



Foram 83 mergulhos para resgate de vítimas realizadas pelo Corpo de Bombeiros Militar de Rondônia (CBM/RO) em 2020. São 23 a mais que em 2019. O trabalho heroico dos profissionais e os protocolos que fazem parte da atividade foram apresentados na manhã desta sexta-feira (15) em coletiva de imprensa, na sede da corporação.

A profissão de mergulhador é a segunda de maior risco do mundo, e em Rondônia ainda tem mais um agravante, as caraterísticas do rio Madeira, um rio com águas barretas que impedem a visibilidade do profissional e com correntezas que movimentam troncos.

O comandante do CBM, coronel BM Gilvander Gregório de Lima, explicou que fazer um mergulho de resgate de vítimas, não é uma decisão do mergulhador, tem que obedecer a protocolos, e reforçou que os bombeiros jamais deixam de fazer um mergulho quando há condições para o mesmo. ‘‘A população pode ter a segurança que quando somos acionados estarão indo profissionais com o mais alto padrão de qualidade para fazer o mergulho. Somos uma corporação que cumprimos nosso dever, mas nós temos regras e protocolos que precisam ser observados’’, explica o comandante.

O mergulho é uma das atividades do Corpo de Bombeiros, há outras 37. ‘‘A atividade de mergulho é altamente profissional, tem que ter preparo físico e psicológico para atender essa complexidade. Há protocolos e eles têm que ser seguidos à risca para que o militar em uma ocorrência não perca a própria vida’’, afirma o comandante.

SEGURANÇA

O subcomandante, coronel BM Felipe Santiago Chianca Pimentel, reforçou que todo mergulho é planejado para identificar quando há condições ou não de fazer a atividade, como ocorreu na última segunda-feira (11) em uma ocorrência de afogamento no rio Madeira. ‘‘Naquela ocasião, a nossa equipe técnica em observação aos protocolos tiveram o entendimento para não realizar o mergulho, pois era um local com correnteza fortíssima, com troncos passando e com profundidade de 30 metros’’, conta.

A profundidade do mergulho é um critério importante para a avaliação, pois depende de um cilindro de ar, e este é consumido em diferentes quantidades dependendo da profundeza. Quanto mais profundo for o local, maior será o consumo de oxigênio. ‘‘É importante lembrar que todo mergulhador do mundo, em mergulhos com profundidade a partir de 30 metros é acometido pelo efeito da narcose que é a embriaguez nas profundidades, pois eleva a taxa de nitrogênio diluído no corpo’’, explica Chianca ao destacar que para proporcionar segurança, é preciso que, primeiro o bombeiro esteja em segurança.

O subcomandante ainda assegurou que a operação de resgaste e buscas fluviais continuam a serem feitas em virtude da ocorrência. ‘‘Nós já realizamos diversos mergulhos no rio Madeira exitosos em que diziam que era impossível localizar, e o Corpo de Bombeiros conseguiu’’, recorda o subcomandante.

SEGURANÇA EM RIOS, BALNEÁRIOS E PISCINAS

O comandante também fez um alerta sobre a segurança em rios, balneários e piscinas. Ele informou que a Instrução Técnica 16 orienta os estabelecimentos quanto as regras para segurança do local, o que inclui a presença de guarda-vidas e sinalização. ‘‘Aos banhistas eu oriento a procurar estabelecimentos que tenham aprovação do Corpo de Bombeiros, devidamente legalizados com a comprovação do documento, pois assim a segurança preventiva estará presente e pronta para ser empregada, caso seja necessário. Não vá em estabelecimentos irregulares, pois o risco de perder a vida é muito grande’’, alerta.


Texto: Vanessa Moura
Fotos: Daiane Mendonça/ Jeferson Mota/CBM
Secom - Governo de Rondônia

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