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Secretário de Saúde faz apelo dramático e, por falta de leitos, outras cidades de RO podem enviar doentes para Vilhena; Veja o Vídeo




Em vídeo gravado na noite de ontem, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, faz um apelo dramático aos rondonienses para que mantenham as medidas de proteção contra a Covid-19. Os casos estão aumentando no Estado e o titular da Sesau acrescenta um dado preocupante à tragédia sanitária: os leitos para atendimento aos infectados pelo novo Coronavírus estão se esgotando.

Por telefone, a equipe de reportagem conversou com o secretário e ele confirmou que o Governo de Rondônia firmou pactuação com a prefeitura de Vilhena para ocupar 10 leitos para pacientes com a Covid-19 de outras cidades. Até agora, segundo Máximo, foram repassados ao município R$ 2,880 milhões.

O site também conversou com o secretário de Saúde de Vilhena, Afonso Emerick, e ele confirmou o pacto, revelando que vários pacientes de cidades do Cone Sul já foram tratados no Hospital Regional, onde funciona a “Estrutura Covid” local. Ele disse que o acordo prevê que apenas os infectados de cidades da região serão recebidos.

Mas, diante do avanço da pandemia, que lota UTIs em outras cidades, como Ji-Paraná, os pacientes poderão ser enviados para Vilhena, já que Cacoal, centro de referência para tratamento da doença, também está à beira do colapso.

Emerick diz que, para atender esta nova demanda, se ela vier a se confirmar, será necessário editar outra portaria, já que a vinda dos doentes de municípios mais distantes custará mais caro.

Atualmente, dos 20 leitos de “UTI Covid” em Vilhena, apenas dois estão ocupados. A cidade é que está mais tranquila em Rondônia quanto ao problema, já que montou sua própria estrutura de atendimento.

“Claro que não negaremos atendimento a rondonienses de outras cidades. São nossos irmãos e não os deixaremos sem tratamento, mas precisamos estabelecer as condições para fazer isso”, argumenta Afonso.

O secretário vilhenense também explica que o assunto precisa ser estudado com muita cautela, porque a “importação” desses doentes pode comprometer não apenas a Saúde, mas também a economia local.

“Se começar a chegar pacientes e 16 leitos forem ocupados, teremos que decretar lockdown, o que afetará o comércio. Você acha justo a gente pagar a conta das cidades que não se anteciparam e instalaram leitos, mesmo sabendo que viria a segunda onda da Covid-19?”, questiona o titular da Semus/Vilhena.

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