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Bolsonaro oferece cargos e emendas a deputados por apoio a Lira, diz Maia


Bolsonaro e Arthur Lira, um dos principais líderes do Centrão no Congresso


Sem ainda anunciar o seu candidato à sucessão, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reconheceu nesta quarta-feira (16) que o líder do Centrão, Arthur Lira (PP-AL), tem um grande trunfo na corrida eleitoral: o apoio do presidente Jair Bolsonaro e dos parlamentares mais conservadores da Casa. Segundo ele, o Planalto tem atuado com a oferta de cargos e liberação de emendas para angariar apoio a Lira. Bolsonaro prefere o líder do Centrão para poder pautar propostas que o ajudaram a se eleger, como políticas anti-LGBTs, anti-cotas raciais e de gênero e anti-aborto.


“A pauta de costumes alimenta o processo político dele [Bolsonaro]. Não ter a pauta de costumes na Câmara reduz essa atuação política dele. Bolsonaro precisa do presidente da Câmara. Ele quer o Lira para isso, para votar a pauta de costumes”, disse Maia durante café da manhã com jornalistas, do qual o Congresso em Foco participa como convidado.


“É claro que o governo está trabalhando. Está oferecendo cargos e emendas para conseguir votos. E não está escondendo isso de ninguém. Mas, apesar disso, a minha impressão é que o grupo pela independência da Câmara é majoritário”, afirmou.

Maia diz que articula a formação de um amplo bloco partidário em defesa da independência da Câmara. Criticado por aliados por demorar a escolher um candidato de seu grupo político, Maia indicou que não pretende tomar decisão açodada e prefere investir em uma candidatura forte, capaz de derrotar o candidato do Planalto. Para ele, o presidente e líder do MDB, Baleia Rossi (SP), e o relator da reforma tributária, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), são os nomes mais fortes desse grupo. A expectativa é de que um dos dois seja escolhido por ele como seu candidato à sucessão.

Maia também entende que o governo incentiva o lançamento de uma candidatura de esquerda para dividir a Câmara e favorecer Arthur Lira. “Quem estimula hoje uma candidatura de esquerda é o governo. O governo tenta estimular através das pessoas que têm simpatia pelo Lira uma terceira candidatura, da esquerda, para esse grupo não se somar ao grupo pela independência da Câmara”, afirmou.

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