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Justiça libera prefeitos que haviam sido detidos pela PF na Operação Reciclagem



Nesta quarta-feira, dia 25, o Tribunal de Justiça do Estado de Rondônia, garantiu a prisão domiciliar aos prefeitos que foram detidos na Operação Reciclagem.

Eles foram presos no dia 25 de setembro pela Polícia Federal (PF). Os quatro prefeitos e o ex-deputado presos pela Polícia Federal (PF) são suspeitos de envolvimento em um esquema de propina.

Os prefeitos Marcito Aparecido Pinto (Ji-Paraná), Luiz Ademir Schock (Rolim de Moura) e as prefeitas, Glaucione Maria Rodrigues Neri (Cacoal) e Gislane Clemente(São Francisco do Guaporé), eles passarão o Natal em casa, cumprirão pena em casa.

De acordo com o desembargador, Rosevelt Queiroz Costa, ele afirma que os quatro terão que seguir algumas medidas cautelares como: proibição de acesso ou frequência às prefeituras e outros órgãos da administração municipal; comparecimento em juízo sempre que intimados; não podem manter qualquer contato com os demais investigados; não podem se ausentar do município sem determinação judicial; devem ficar em casa depois das 19 horas todos os dias, mesmos nos finais de semana e feriados.

Já Glaucione, de Cacoal foi recomendada a não manter contato com o marido, o ex-deputado Daniel Neri, que também havia sido preso nessa mesma operação, mas conseguiu prisão domiciliar por sofrer de câncer.

RELEMBR O CASO:

Operação Reciclagem
Glaucione (prefeita de Cacoal), o marido Daniel Neri, Luiz Ademir (prefeito de Rolim de Moura), Lebrinha (prefeita de São Francisco do Guaporé) e Márcito Pinto (prefeito de Ji-Paraná) foram presos no dia 25 de setembro durante a Operação Reciclagem, da Polícia Federal (PF), para combater um esquema de propina.

Em 1° de outubro, os quatro acusados foram transferidos do quartel da PM em Ji-Paraná para o Centro de Correição na capital.

As prisões dos políticos foram autorizadas pelo Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) devido aos vários indícios de provas contra os políticos denunciados. Alguns dos pagamentos de propina foram filmados por câmeras.

Na decisão, o desembargador ainda ordenou mandados de busca, apreensão e indisponibilidade dos bens dos acusados.

Foram 'sequestrados' os seguintes valores dos prefeitos:

R$ 555 mil do Luiz Schock (PSBD)
R$ 360 mil da Glaucione Rodrigues (MDB)
R$ 360 mil da Gislaine - Lebrinha (MDB)
R$ 150 mil do Marcito Pinto - (PDT)
Afastamentos
Na mesma decisão, o desembargador determinou o afastamento dos prefeitos de suas funções. Por causa da pandemia, o TJ-RO diz que foi propiciado aos substitutos condições legais para assumirem os cargos de forma temporária, por 120 dias, nas prefeituras de Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de Moura e São Francisco.

"Neste período, os gestores substitutos ainda permanecerão no exercício da função pública, nada impedindo que o gestor afastado volte às suas atribuições antes mesmo de esgotado esse prazo, considerando a finalização dos atos de investigação", afirma o Tribunal.

Investigação
Segundo o delegado Flori Cordeiro de Miranda Júnior, da PF, a investigação da operação Reciclagem começou em dezembro de 2019, após um empresário que prestava serviços às prefeituras delatar sobre um esquema de propina.

O denunciante relatou, à época, que uma das prefeituras teria condicionado o pagamento de uma dívida com um prestador de serviço ao repasse de propina. Diante disso ele decidiu denunciar a fraude e delatou os outros três municípios que adotavam a mesma prática de corrupção.

A prefeita Gislaine Clemente (MDB) - conhecida como Lebrinha e filha do deputado estadual Lebrão - foi presa na sede da prefeitura de São Francisco.

Já em Cacoal a polícia prendeu Glaucione Rodrigues Neri (MDB) e Daniel Neri. O casal foi filmado recebendo dinheiro de propina, conforme revelou o Jornal Nacional.

No mesmo dia, o prefeito de Rolim de Moura foi preso. Luiz Ademir Schock (PSDB) também é suspeito de participar do esquema.

O prefeito Marcito, de Ji-Paraná, foi preso na sede da administração municipal, o palácio Urupá.


Foto: PF/Divulgação

Fonte: Rolim Notícias

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