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Operação do MP investiga associação e agentes públicos que organizam o Dia do Evangélico


O Ministério Público do Estado de Rondônia, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), com o apoio da Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Iniquitate, que apura o enriquecimento ilícito de agentes públicos e entidade sem fins lucrativos no uso de espaço público. Os ilícitos se perpetraram através das cobranças indevidas de valores a ambulantes para que pudessem trabalhar no evento denominado Dia do Evangélico, realizado em 18 de junho de 2019 e eventos comemorativos e religiosos ocorridos em anos anteriores, ou seja, exigência de vantagem indevida para uso de espaço público. Ainda restou demonstrado indícios de desvio e malversação dos valores destinados por emendas parlamentares à Associação Acreditar que realizava os referidos eventos.

A investigação iniciou a partir de denúncia dos mencionados trabalhadores autônomos de que estariam sendo extorquidos ao pagamento de valores em dinheiro por pessoas ligadas a um parlamentar estadual.

Segundo o Ministério Público, apura-se o fato de que a citada associação é integrada por servidores e pessoas ligadas a um parlamentar estadual que destina as emendas parlamentares para execução dos projetos sociais para essa entidade. “Busca-se, ainda, apurar sobre o efetivo funcionamento da Associação Acreditar, bem como do seu atrelamento a pessoa de um parlamentar”, disse em nota.

O MP destaca que entre outras irregularidades, destaca-se, ainda, o fato de que a associação foi selecionada para atividades fomentadas com recursos públicos, “em tese, alheias à sua capacidade técnica, levando-se em consideração às exigências previstas no respectivo edital”.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências e locais de trabalho dos envolvidos, na sede de referida Associação e na Assembleia Legislativa de Rondônia, especificamente no gabinete de um deputado estadual. Há indícios da prática dos crimes de concussão, corrupção passiva, falsidade ideológica, lavagem de capitais e associação criminosa.

Em relação ao nome da operação, “Iniquitate”, de origem do latim, indica a ação ou o que se mostra contrária a moral, à religião e à lei. Assim, a atuação dos investigados ao não cumprirem a lei e aproveitando-se da realização de um evento ligado a comemoração de uma data religiosa agiam sob o manto da aparência da retidão dos valores cristãos, implementando, na verdade, condutas espúrias e ilegais.




Fonte: MP/RO

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