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Igreja Universal é usada para lavar dinheiro de corrupção, diz MP


A Igreja Universal pode estar sendo usada para lavar dinheiro da corrupção na Prefeitura do Rio de Janeiro, onde o prefeito Marcelo Crivella, que é bispo da igreja há décadas, é prefeito. O Ministério Público do Rio de Janeiro afirmou que encontrou fortes indícios de movimentações bilionárias atípicas da Igreja Universal do Reino de Deus.

O MP investiga um suposto “QG da propina” na administração municipal, onde o suposto dinheiro desviado era enviado para as contas da igreja. Os documentos foram enviados à Justiça no último dia 2.

Um relatório de inteligência do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) anexado à investigação aponta que, entre maio de 2018 e abril de 2019, a Igreja Universal movimentou de forma “atípica” R$ 5,9 bilhões.

O documento não detalha o funcionamento da suposta lavagem de dinheiro. No entanto, o sub-procurador geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos do MP-RJ, Ricardo Ribeiro Martins, cita as movimentações atípicas da Igreja, a vinculação de Crivella com a instituição e o envolvimento de Mauro Macedo no crime.

Mauro Macedo coordenou campanhas políticas de Crivella e foi citado em delações firmadas no âmbito da Operação Lava Jato. Ele é primo do fundador da Igreja Universal, Edir Macedo. De acordo com o Ministério Público, Mauro era responsável por aliciar empresários para participar dos esquemas de corrupção na Prefeitura do Rio.

Rafael Alves, suposto operador do prefeito do Rio, enviou mensagens a bispo licenciado expressando sua insatisfação com medidas adotadas na Prefeitura e ameaçava revelar “todos os esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro” , com a “direta participação de Marcelo Crivella, sua família e a igreja”.

A Igreja Universal disse não ter conhecimento da investigação e negou qualquer relação com lavagem de dinheiro.





Fonte: Seridó

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