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Tenista negra japonesa abandona torneio em protesto contra racismo da polícia nos EUA



Naomi Osaka

A tenista japonesa Naomi Osaka anunciou nesta quarta-feira (26) que não disputará a semifinal do Torneio Masters de Cincinnati, em protesto pelos violência da polícia dos Estados Unidos contra a população negra. "Como mulher negra, sinto que há questões muito mais importantes e que precisam urgentemente de atenção imediata, mais do que um jogo. Ver o genocídio do povo negro em pleno andamento, pelas mãos de uma polícia, honestamente, me faz sentir dor de estômago", disse ela nas redes sociais.

A atleta se disse enojada por assistir o que ela chamou de genocídio de pessoas negras e cansada de ouvir conversas sobre o assunto que não levam a nada. Ela terminou seu post com o nome de vítimas de violência policial nos EUA. "Eu não espero que nada drástico aconteça por eu não jogar, mas se eu conseguir iniciar uma conversa em um esporte majoritariamente branco, eu considero um passo na direção certa. Assistir o contínuo genocídio de pessoas negras nas mãos de policiais me deixa enojada. Estou exausta de ver novas hashtags surgindo e extremamente cansada dessa mesma conversa de novo e outra vez. Quando isso terá um basta? #JacobBlake, #BreonnaTaylor, #ElijahMcclain, #GeorgeFloyd", completou.

Naomi Osaka enfrentaria a belga Elise Mertens na semifinal amanhã. Do outro lado da chave do torneio de Cincinnati estão Victoria Azareka (BLR) e Johanna Konta (GBR).

Em 2020, dois casos de racismo nos Estados Unidos chamaram a atenção: o de George Floyd, morto após ser imobilizado e asfixiado por um policial branco em Mineápolis, no estado de Minnesota, em maio, e o de Jacob Blake, que levou cerca de sete tiros nas costas no estado de Wisconsin, centro-oeste dos Estados Unidos, neste domingo (23), quando policiais apuravam um "incidente doméstico" na região.

Atualmente, a tenista é número 10 do mundo. Ela também chama a atenção por ser uma japonesa de pele negra. A mãe de Naomi também é japonesa, mas seu pai é haitiano.



Fonte: Brasil 247/ (Foto: REUTERS/Hannah Mckay)

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