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Líder religioso cobra posição das Seas sobre doação de cestas básicas a comunidades tradicionais da capital




Porto Velho, RO - O babalorixá Marconi de Oxossi. Vice-presidente da federação dos cultos afros e ameríndios Estado de Rondônia, fez hoje um desabafo em forma de cobrança à respeito da assistência prestada pelo Estado a comunidades tradicionais de Porto Velho.

Segundo ele, logo que se iniciou a pandemia do Coronavírus, as lideranças dessas comunidades enviaram ofício à Secretaria de Estado de Ação Social para que a disponibilização de cestas básicas e materiais de higiene para famílias carentes, mas até hoje esse ofício sequer foi respondido.

Pior, várias outras comunidades receberam na semana passada as cestas e o material, mas as solicitadas aos terreiros nunca foram entregues. Para o líder religioso, o esquecimento é muito mais que omissão, uma verdadeira discriminação com essas comunidades.

Marconi é coordenador da Rede Amazônia Negra, um colegiado de estados da Região Norte, Mato Grosso e Maranhão que luta pela igualdade racial e direitos humanos com viés voltados para comunidades afros e remanescentes de quilombos e comunidades negras.

Ele possui um terreiro situado no final da Avenida Campos Sales, bairro Cidade do Lobo, e que realiza vários serviços de assistência a famílias carentes daquela região. Estas cestas básicas, segundo ele, iriam matar a fome de muita gente, que não possui sequer o básico para comer diariamente.

Ao falar sobre a situação dessas comunidades, o líder religioso se disse indignado e que elas continuam sendo vítimas do preconceito, uma discriminação. “Somos cidadãos brasileiros, tradicionalistas, levamos e preservamos a cultura de matriz africana dentro das nossas comunidades. Somos os verdadeiros mantenedores da cultura e das tradições afro-religiosas advindas dos nossos escravos no processo de escravização do brasil. Merecemos respeito”, concluiu.

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