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De Porto Velho (RO) até Alter do Chão (PA) de motocicleta



Já imaginou fazer todo o trajeto da Br 230, mais conhecida como Transamazônica pilotando uma moto preparada para aventura. O que era um sonho difícil e distante, agora é possível através da Tagino Adventure Tour, empresa especializada em turismo de aventura.

O Rondoniaovivo aceitou o convite do piloto/empresário João Tagino e acompanhou um grupo de experientes motociclistas, que durante quatro dias, percorreram os 1600 km que separam Porto Velho (RO) e Alter do Chão (PA). Para o desafio, a empresa disponibiliza motocicletas XRE300 Rally da Honda do Brasil, preparadas para a pratica do “off-road”

1º DIA (sexta/21)

De Porto Velho até Santo Antônio do Matupi (AM), foram 380 quilômetros de viagem, com 200Km de asfalto até Humaitá (AM), onde na balsa que faz a travessia do rio Madeira começa realmente a aventura.
Mas, quando a equipe chegou na beira do rio, descobriram que a balsa estava encalhada, sem hora para restabelecer o serviço. E o jeito foi fazer a travessia de motos e pilotos em canoas. Uma atitude ousada, que mostrou o que estava por vir na longa e quase deserta rodovia federal.

Após a travessia, os sete aventureiros aceleraram para tirar o atraso no cronograma de viagem, chegando a pequena Santo Antônio do Matupi no início da noite.

2º DIA (Sábado/22)

O dia mais longo e pesado da viagem. Entre Santo Antônio do Matupi (AM) até Jacareacanga (PA), cerca de 500 quilômetros de muita poeira, bolsões de areião e buraco, muito buraco. Além das pontes, que requerem muita atenção e diminuição de velocidade, por conta de desníveis na cabeceira, que podem com certeza provocar grave acidente.

Saindo logo pela manhã, o grupo da Tagino Adventure Tour, levou cerca de oito horas de pilotagem, com parada para reabastecimento em Apuí (AM). Um ponto bonito é a travessia da Floresta Nacional do Jatuarana.

Um detalhe que chamou a atenção foi na cidade paraense, que o uso de capacete chega a quase ser ‘proibido’, com todos os motociclistas trafegando sem o acessório de segurança. Dizem que é por conta de crimes de pistolagem.

3º DIA (Segunda/23)

De Jacareacanga (PA) até Itaituba (PA) são cerca de 400km e pode ser considerado o trecho mais bonito da viagem, atravessando regiões de garimpo e floresta preservada.
No km180, os pilotos se depararam com um ‘aeroporto’ as margens da estrada, onde pequenos aviões levam todo tipo de mercadoria para os garimpos no meio da floresta. Boa parte do comércio existente, negocia com ouro, recebendo o metal dourado como forma de pagamento.

Também vale o registro da travessia da Floresta Nacional do Tapajós, onde bem preservada a selva, mostra todo seu esplendor, com várias vezes, pilotando a sobra de um verdadeiro túnel verde.

Também pode ser considerado o trecho mais perigoso da viagem, em função de caminhões e camionetes que trafegam em alta velocidade, levanto muita poeira. Uma onça morta atropelada foi encontrada pela equipe e foi momento de ver de bem perto o maior felino das Américas.

4º DIA (terça/24)

Ultimo dia de viagem e o mais tranquilo, com apenas cerca de 360 km de estrada entre Itaituba e Alter do Chão. Boa parte percorrido em estradas bem conservadas e outros trechos de asfalto. A chegada a bela Alter, foi via município de Belterra, onde um último trecho de muita lama, levou os pilotos até a praia do Pindobal, de onde, em comboio fizeram a chegada no ‘caribe brasileiro’.
Participaram desta viagens da Tagino Adventure Tour, além do Guia João Tagino, os motociclistas mineiros Viano Malta, Geninho e Silas, que vieram de Lagoa da Prata para a Amazônia apenas para fazer o passeio.

De Rondônia, o médico Galvão e o empresário Fábio Oliveira, além da equipe de apoio, com Bruno e Laercio. O jornalista Paulo Andreoli do Rondoniaovivo fechou a composição do grupo.

Todos foram unanimes em aprovar o serviço prestado pela empresa genuinamente rondoniense. “Ele (Tagino) entrega o que vende” comentou Viano sobre a incrível travessia da transamazônica. O médico Álvaro Galvão, que teve sua primeira experiencia em pilotagem off-road de longa duração também foi um que elogiou a experiencia de pilotar em meio a emblemática selva amazônica.


Fonte: Rondônia ao vivo

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