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Continental admite que explorou trabalhadores no nazismo em apoio a Hitler




A Continental, uma das maiores fabricantes mundiais de autopeças, assume que explorou trabalhadores no nazismo e errou ao apoiar Hitler. Um estudo encomendado pela companhia alemã confirmou que a empresa foi um “pilar” do esforço de guerra nazista e explorou cerca de 10 mil trabalhadores forçados.


De acordo com o documento, a Continental foi “um dos mais importantes fornecedores” do Terceiro Reich, fabricando pneus para carros e aviões, lagartas para tanques, mangueiras, freios hidráulicos e instrumentos de precisão usados nos mísseis de cruzeiro V-1. A informação foi divulgada pela Financial Times.

“O estudo demonstra que a Continental foi parte importante da máquina de guerra de Hitler”, disse Elmar Degenhart, o presidente-executivo da companhia, que acrescentou que a pesquisa era necessária “a fim de termos mais clareza sobre o capítulo mais sombrio da história de nossa empresa”.


O relatório da Continental, produzido por Erker pelo historiador Paul Erker, professor de História na Universidade Ludwig Maximilian, em Munique, constatou que na década de 1930 a diretoria executiva “recebeu com euforia a tomada do poder pelos nazistas, e expurgou os membros judeus do conselho supervisor, em um processo de arianização”.

Fritz Könecke, o presidente da Continental no período da guerra, que posteriormente se tornaria presidente da Daimler, a controladora do grupo Mercedes, na década de 1950, era um homem “oportunista” e encarava a colaboração com o regime nazista na melhor das hipóteses de modo “ambivalente”, apontou o estudo.



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