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Serviço secreto de Bolsonaro tem PMs e agentes dos órgãos e inteligência


Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Porto Velho, RO  - As revelações de que Jair Bolsonaro tem um serviço próprio de informações vieram à tona com a exibição do vídeo da reunião ministerial de 22 de abril.

Naquele encontro, Bolsonaro fez severas críticas à Abin, à Polícia Federal e aos centros de inteligência das Forças Armadas. Era o sinal de que tinha em seu poder uma ampla rede de contatos e dispõe de um serviço secreto a seu dispor. “Sistemas de informações: o meu funciona. O meu, particular, funciona”, disse na reunião. “Prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações que eu tenho.”

Numa entrevista recente na portaria do Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que soube, por meio de seus informantes, amigos policiais civis e militares no Rio, que algo estava “sendo armado” contra ele e sua família. Ele acusou o governador do Rio, Wilson Witzel, que ele considera inimigo, pela ofensiva.

Em reportagem publicada nesta quinta-feira (4), o Estadão informa que ainda de madrugada, Bolsonaro costuma selecionar informações recebidas no WhatsApp entre aquelas que precisam ser “checadas” por seus assessores ou “cobradas” às respectivas áreas. Ele encaminha as mensagens diretamente para ministros e auxiliares.

Quando era deputado, Bolsonaro manejava as informações que recebia pelo WhatsApp com a ajuda do filho e vereador Carlos Bolsonaro (RJ). Agora, conta com assessores do gabinete presidencial, como o tenente-coronel da Polícia Militar do Distrito Federal Márcio Cavalcante de Vasconcelos e o coronel do Exército Marcelo Costa Câmara.

“Descubro muitas coisas, que lamentavelmente não descubro via inteligência oficial, que é a PF, a Marinha, a Aeronáutica e a Abin”, disse Bolsonaro em entrevista.

A reportagem destaca que a rede de informantes de Bolsonaro cresceu vertiginosamente na última eleição, mas antes já tinha ajudado a eleger Bolsonaro e seus filhos a cargos no Legislativo. A capilaridade da rede do presidente lhe permite, inclusive, que ele receba informações muito semelhantes às que chegam às mesas dos governadores oposicionistas do Rio, Wilson Witzel, e de São Paulo, João Doria, de suas respectivas seções de inteligência das polícias, as P-2.

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