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Após empolgação, Bolsonaro reduz as citações à cloroquina




Porto Velho, RO - Desentendimentos sobre o uso da hidroxicloroquina como tratamento contra a Covid-19 desde os primeiros sintomas ajudaram a minar a confiança do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. Apesar da troca de ministros, a empolgação de Bolsonaro com a eficácia do medicamento vem sendo minada pela falta de resultados concretos em testes e, nos últimos dias, Bolsonaro adotou um tom mais defensivo.


Bolsonaro não tem tomado a iniciativa de falar sobre o medicamento e, quando perguntado, já não adota o tom esperançoso que usava há um mês, quando gravou um vídeo no jardim do Palácio da Alvorada anunciando a cloroquina como “possível cura” do coronavírus.


No final de março, quando ainda estava em lua-de-mel com a promessa de eficácia da medicação, Bolsonaro chegou a postar: “Temos informações precisas que a cloroquina tem sido usada pelo Brasil com uma grande taxa de sucesso”. Em 26 de março, ele chegou a mostrar caixas do medicamento na videoconferência que fez com os demais líderes dos países do G20. Era o auge da confiança.


A queda

Desde então, porém, não apareceram mais indícios científicos promissores da eficácia da cloroquina contra o coronavírus. Em um estudo clínico em Manaus, o uso da droga foi associado a um aumento do risco cardíaco de pacientes.

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