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Mulheres em idade ativa no mercado de trabalho são apontadas como o público que mais se contaminou com a Covid-19 em Rondônia



Porto Velho, ROSão elas, as mulheres em idade ativa no mercado de trabalho, o público que mais se contaminou com a Covid-19 em Rondônia. Essa constatação é o que revela o gráfico do perfil por idade e sexo inserido na quarta edição do Boletim Epidemiológico Coronavírus da Agência Estadual de Vigilância em Saúde (Agevisa) e divulgado na última terça-feira (28) através do www.coronavirus.ro.gov.br.

Apesar das mortes por Covid-19 em Rondônia atingir, em sua maioria dos casos, os que têm mais de 60 anos, o gráfico mostra que o número de casos da doença é maior entre o público feminino que faz parte da população economicamente ativa. Dos 250 casos registrados até 23 de abril, 146 eram mulheres. É na faixa entre 30 a 39 que estão inseridos a maioria dos casos, seguido de 40 a 49 anos e de 20 a 29 anos. Rondônia alcançou a quantidade de 393 casos confirmados ontem (27), e continuam sendo a maioria dos casos mulheres (59,8%).

O Boletim Epidemiológico também traz o gráfico com a curva evolução da Covid-19 no Estado, onde mostra que a evolução era lenta até 12 de abril. O primeiro caso de Covid-19 em Rondônia foi confirmado em 19 de março, totalizando 42 casos no período de 24 dias (19/03 a 12/04). Conforme o boletim, a partir de 14 de abril, a transmissão foi intensificada. Desde então observa-se ascender a curva epidêmica, apontando a velocidade com que o vírus se multiplica.

Em Porto Velho, que concentra o maior número de casos, acrescenta-se como fator relacionado ao aumento à realização de dois eventos particulares com aglomeração de pessoas que possibilitou uma grande transmissão. Essas ações revelam o descumprimento do que é recomendado em decreto de Calamidade Pública.

‘‘O decreto do governador de Rondônia, coronel Marcos Rocha, traz recomendações que a população precisa seguir para a proteção da Covid-19. Entre elas está o dever de usar máscara ao sair de casa, fazer a higienização necessária, manter distanciamento social; evitar a realização de festas, aniversários e confraternizações; evitar atividades em grupo, ainda que ao ar livre. E todas as demais medidas recomendadas devem ser observadas para o controle dessa doença no Estado’’, considera a diretora da Agevisa, Ana Flora Camargo Gerhardt.

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