Em crítica dura contra vereadores e deputados, empresário pede manifestação nas ruas a favor de Bolsonaro



“Só com uma nova geração de políticos teremos a chance de mudar este país”, disparou Bagattoli

Porto Velho, RO - Em entrevista ao folha do sul on line, o empresário Jaime Bagattoli confirmou o que já havia dito ao vivo numa emissora de TV, em Vilhena: boa parte dos problemas orçamentários de Rondônia decorre dos gastos exorbitantes de outros poderes, como tribunais de Contas e de Justiça, Ministério Público e Assembleia Legislativa.

Declarando que “é até arriscado” apontar essa situação, Jaime lembrou que o aumento dos repasses do governo estadual para deputados aumentou 238% de 2003 até agora. Quanto aos demais poderes, ele disse que há casos em que é tanto dinheiro que ele sequer é gasto e há casos devolução.

O empresário também não poupou vereadores, e disse que, se viesse a disputar a prefeitura de Vilhena, só aceitaria em seu palanque parlamentares que concordassem em reduzir em pelo menos 50% o repasse que hoje é feito à Câmara.

“Veja a situação em que chegamos: o povo pagando cada vez mais impostos e os políticos querendo aumentar ainda mais. Quanto maior a arrecadação, mais eles recebem em salários e mordomias”, disparou, criticando especialmente o reajuste do IPTU. “A população já não tem dinheiro, então, qual o sentido de penalizá-la ainda mais com impostos”, questionou.

Candidato a senador que ficou na terceira colocação em 2018, e já cotado para o mesmo cargo em 2022, o vilhenense disse que fez pesquisas por conta própria e apurou que, hoje, cerca de 65% dos eleitores defendem o fechamento do Congresso Nacional.

Sobre o Parlamento federal, o líder empresarial escreveu o seguinte: “a Câmara dos Deputados, ao invés de 10 bilhões para emendas, das quais os congressistas querem levar para seus Estados, no entanto, agora estão pleiteando triplicar para 30 bilhões. Portanto, eles querem a baderna e a falência do país. Precisamos ir para as ruas sim, defender o presidente Jair Bolsonaro, mas a data não deveria ser dia 15 de março e sim dia 16, numa segunda feira), quando paramos todas as indústrias, comércio, agricultores, enfim, todo o setor produtivo. Estaremos todos na manifestação, empresários e funcionários com os demais segmentos da sociedade que almejam por um país melhor.

No que se refere ao fechamento do Congresso, não haverá outra alternativa, pois só com uma nova geração de políticos teremos a chance de mudar este país para o caminho do progresso e do bem estar da população.

Se os políticos estivessem interessados em resolver a situação do país, ele teriam que pedir desculpas à sociedade pela gastança desnecessária que fazem com o dinheiro dos contribuintes, portanto, não tem capacidade de legislar e agora querem pegar mais recursos da União, mas não para o executar obras em prol da sociedade, querem estes recursos para usarem como ferramenta de palanque eleitoral.

Nesta manifestação, a sociedade já terá que se posicionar também contra a liberação dos R$ 2 bilhões do Fundo Eleitoral.

Eles vem fazendo extravagâncias com o dinheiro público desde a reforma da Constituição de 1988, e ainda acham que tem o direito de continuar.

Portanto, se não dermos um basta definitivo, não haverá outra solução a não ser o fechamento do Congresso para as mudanças necessárias, e após isso, liberar para novas eleições. O povo não suporta mais tantos desmandos desses irresponsáveis, mas acreditamos que os políticos que são contrários a esta barbaridade devem se manifestar, independente de partido, pois terão o apoio da população”.

Jaime também prega uma medida radical para acabar com os políticos de carreira: “depois dessa intervenção e das mudanças, quem exerce mandato deveria ser impedido de disputar eleições e de lançar parentes na vida pública. Aí você iria ver como a nossa política mudaria para melhor”, finalizou.

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