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Jovem rondoniense sonha em cursar medicina e aposta em diferencial de curso técnico



Por Sara Rodrigues

O sonho de ser médica está no coração de Alexia Vitória, e ela tem fé que conseguirá uma vaga na universidade. Aos 16 anos, ela é estudante do segundo ano do ensino médio no SESI de Porto Velho. Atrelado ao Ensino Básico, ela faz um curso de técnico administrativo no Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Por esse motivo, ela acredita que está um passo a frente de outros concorrentes ao curso que vai prestar vestibular.

“O curso acrescenta em várias partes da minha vida. Acredito que tanto na parte do mercado de trabalho, como também na minha futura faculdade. Porque a gente aprende aqui muita coisa, não somente como fazer algo no meio administrativo, mas também como administrar a nossa vida”, explica Alexia.

Como Alexia disse, ela tem mais chances de quem não tem um curso técnico. Quando terminar o Ensino Médio, além da faculdade, diz que pode ingressar no mercado de trabalho para trabalhar na área técnica que escolheu, e assim, começar a pagar as próprias contas.

As chances são diferentes para outras pessoas, porque no Brasil, a Educação Básica ainda tem lacunas que precisam ser preenchidas.

“Nós temos alguns problemas na educação de base de uma forma geral, não temos incentivos para que as crianças consigam digerir a matéria, o que é ciência, entender que não são coisas fora de nós. Se buscarmos todas essas questões em relação à ciência e tecnologia, vamos viabilizar novos entendimentos”, explica Débora Barem, professora da Universidade de Brasília (UnB).

Prova disso é o último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB). A meta nacional e estadual do Ministério da Educação era 4,0. Porém, a média nacional ficou em 3,70. A do estado de Rondônia foi ainda pio: os estudantes pontuaram 3,60.

Propostas de melhora

Diante do cenário da educação brasileira, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) publicou um estudo que comprova a necessidade de melhorar a Educação Básica. Além de, também, promover propostas de melhoria para os jovens, a fim de que de que as dificuldades de desenvolvimento econômicas e sociais possam ser superadas. As propostas para o Ensino Técnico são de melhorar a base curricular do Ensino Básico e promover os cursos técnicos. Aqui em Rondônia, a indústria é responsável pela criação de 51 mil empregos.

“Precisamos fazer um grande esforço se queremos ajudar a agenda de inclusão social para o jovem brasileiro melhorar a produtividade do trabalho, para melhorar a possibilidade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, construírem seus projetos individuais e certamente gerar mais riqueza, bem-estar, competitividade para as empresas e para o país”, afirma Rafael Lucchesi, diretor-geral do SENAI, Rafael Lucchesi.

Nova era da indústria

A construção civil é responsável, dentro da indústria, por gerar 42,7% do Produto Interno Bruto (PIB) do estado de Rondônia. Logo em seguida está o setor de serviços industriais de utilidade pública, responsável por 24,5%. Sendo assim, são os setores que mais demandam mão de obra qualificada.

“O DNA do SENAI está muito ligado a fazer com que a indústria seja uma indústria competitiva e de sucesso, não só no cenário estadual local, mas também no cenário nacional. Nesse sentido, o nosso papel preponderante é estar próximo ao empresário, fazendo com que todas as suas necessidades, no que diz respeito à qualificação de pessoas, como a otimização de processos, possam ser supridas por meio dos nossos produtos e serviços”, explica Alex Santiago, diretor regional do SENAI de Rondônia, sobre a parceria entre o serviço de aprendizagem e as empresas da indústria local.

Um dos avanços que tem começado a caminhar para se fortalecer na região Norte, e no estado do Rondônia é a Indústria 4.0, que vem sendo observada desde 2010 como avanço nas tecnologias contemporâneas. Entre as ferramentas mais recentes existe, por exemplo, a rastreabilidade – que é a possibilidade de decifrar qual é o ciclo de vida de determinado produto, desde a criação até o descarte.

Além disso, foram criadas outras ferramentas, como a visão artificial e a cloud computing, que é uma nuvem online utilizada como armazenamento de dados e arquivos. Todas essas ferramentas têm como objetivo aumentar o ganho de produção, apresentar transparência nos negócios, aumentar a segurança e reduzir os erros. Além de promover a conservação ambiental e o aumento da qualidade de vida.

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