Comissão a empresário alvo da Lava Jato chegava a 40%, diz MPF - Voz de Rondônia

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Comissão a empresário alvo da Lava Jato chegava a 40%, diz MPF



O Ministério Público Federal detalha na manhã desta quarta-feira (4), em entrevista coletiva no Rio, a Operação Ressonância, desdobramento da Fatura Exposta, para apurar fraudes na Saúde do Rio.


Foram expedidos 22 mandados de prisão, inclusive contra os empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita. Eles haviam sido soltos por Gilmar Mendes meses depois da Fatura Exposta. Sérgio Côrtes, que também deixou a cadeia e passou ao recolhimento noturno, foi intimado a depor, mas não foi encontrado em casa.


O esquema duraria até hoje e não foi interrompido nem com a prisão do trio. "Como dito naquela ocasião (da primeira operação), aquilo era apenas a ponta do iceberg nas fraudes da Saúde", diz a procuradora Marisa Varotto Ferrari.


"A partir da análise de procedimentos licitatórios, foram feitas auditorias detalhadas, e encontramos robustas provas dos crimes", continua Marisa.


Delatores dão conta de que havia um "clube do pregão internacional" e que as fraudes prosperaram entre 1996 e 2007.


De acordo com a procuradora, a média de comissões pagas ao empresário Miguel Iskin eram de 40%. "O que daí pode se estimar o dano ao Erário, que também foi objeto de pedido de sequestro pelo MPF".


Nessa nova fase da Operação Fatura Exposta, o Ministério Público Federal se debruça sobre grandes multinacionais fornecedoras de material hospitalar, envolvidas em fraudes em licitação e formação de cartel. Em São Paulo, a força-tarefa mira executivos da Philips, e há busca e apreensão na sede da empresa. A 7ª Vara Federal Criminal também decretou o bloqueio de bens dos investigados no valor de R$ 1,2 bilhão.


São investigadas 37 empresas e os crimes de formação de cartel, corrupção, fraude em licitações, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Segundo a PF, havia interesse de multinacionais em manter a direção do Into, em volta do qual criou-se o cartel para direcionar os vencedores e os valores a serem pagos nos contratos de fornecimento do Instituto.




Sérgio Côrtes fora de casa




Sérgio Côrtes foi um dos intimados a depor na ação desta quarta, mas não foi encontrado em casa pelos agentes. Os advogados informaram que ele acompanhava a filha numa operação.

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