OMS planeja ação para conter surto de ebola no Congo - Voz de Rondônia

segunda-feira, 14 de maio de 2018

OMS planeja ação para conter surto de ebola no Congo

OMS planeja ação para conter surto de ebola no Congo
Em meio ao risco de surto do Vírus ebola na República Democrática do Congo (África), a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma ação específica para região. Um grupo de especialistas foi ao país para verificar as condições, o envio de suprimentos e equipamentos. O esforço é para prevenir e controlar infecções. A taxa de fatalidade do vírus varia entre 25 e 90%.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, esteve ontem (13) na cidade de Bikoro, no noroeste da República Democrática do Congo, para analisar a situação. Ele se reuniu com o presidente da República Democrática do Congo, Joseph Kabila, e com o ministro da Saúde, Oly Ilunga Kalenga, para avaliar as medidas já definidas.
Participaram da visita à República Democrática do Congo, Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para África, e Peter Salama, diretor-geral adjunto da entidade para Prevenção e Resposta a Emergências, além do diretor geral da organização. As informações são da OMS. Paralelamente, o Ministério da Saúde do Congo faz coletas e testes para verificar a contaminação da doença.
“Em Bikoro, vi em primeira mão os esforços que as autoridades nacionais de saúde e todos os nossos parceiros estão investindo em estabelecer rapidamente os elementos-chave da contenção do ebola”, afirmou Tedros Ghebreyesus.
Vírus
Pelos relatos da organização não governamental (ONG) Médicos sem Fronteiras, a primeira informação sobre o Vírus ebola surgiu em 1976, em surtos simultâneos no Sudão e na República Democrática do Congo, em uma região situada próximo do Rio Ebola, que dá nome à doença.
Morcegos frutívoros são considerados os hospedeiros naturais do Vírus ebola. Há cinco espécies do Vírus ebola: Bundibugyo, Costa do Marfim, Reston, Sudão e Zaire, nomes dados a partir dos locais de origem. Quatro desses tipos causaram a doença em humanos. Mesmo que o Vírus Reston possa infectar humanos, nenhuma enfermidade ou morte foi relatada. 

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